Empresa pede interdição do HMAP para receber dívida de OS que administrava o hospital
A empresa prestava serviços terceirizados para o Instituto Brasileiro de Gestão Hospitalar (IBGH), Organização Social (OS) que administrava a unidade até junho de 2022

Uma dívida de R$ 6,6 milhões motivou a empresa CSMed a pedir ao Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego) o fechamento do Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia (HMAP). A empresa prestava serviços terceirizados para o Instituto Brasileiro de Gestão Hospitalar (IBGH), Organização Social (OS) que administrava a unidade até junho de 2022. A intenção seria receber o valor em débito.
A CSMed pediu que o HMAP fosse interditado até que ocorra o pagamento dos valores em aberto, referentes aos últimos três meses antes da rescisão de contrato. Em junho de 2022, o IBGH foi substituído pela Fundação Albert Einstein, que passou a administrar o HMAP. De acordo com dados da empresa, trabalhavam no hospital mais de 1.400 profissionais de saúde, sendo 600 médicos.
Uma liminar proferida em julho obriga a quitação da dívida, contudo, segundo a direção da empresa, a decisão não foi cumprida. Com isso, uma nova denúncia foi feita, desta vez no Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). A CSMed é uma das 14 empresas que prestavam serviço para a OS. Não há informações sobre possíveis dívidas da Organização com os antigos parceiros.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Aparecida de Goiânia informou que não tem relação jurídica com a CSMed. "Já o acordo rescisório com o Instituto está em fase final de execução. O HMAP segue funcionando normalmente sob a gestão Einstein”, disse o texto.

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