Em meio a paralisação da Educação, sindicalista diz que "greve não é caos"
As Secretarias de Educação, Fazenda e Procuradoria Geral, propuseram, em reuniões realizadas na sexta-feira (25) e nessa segunda-feira (28), o pagamento do novo Piso Nacional dos Professores já a partir da folha de maio.

Em nota resposta a reportagem publicada pelo G5News sobre a greve de servidores da Educação em Aparecida de Goiânia, a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), deputada estadual Bia de Lima (PT), afirmou que a decisão sobre a paralisação no município foi dos trabalhadores. De acordo com ela, as propostas apresentadas pela prefeitura não agradaram a categoria.
"Greve não é caos. Luta dos trabalhadores não é politicagem sindical. Estamos falando de uma pauta legítima dos servidores da Educação de Aparecida de Goiânia e que independem de predileções políticas. Seguimos abertos às negociações e em busca de diálogo", diz o texto enviado a redação do portal. (Confira a nota completa no final da reportagem)
As Secretarias de Educação, Fazenda e Procuradoria Geral, propuseram, em reuniões realizadas na sexta-feira (25) e nessa segunda-feira (28), o pagamento do novo Piso Nacional dos Professores já a partir da folha de maio. Ainda assim, o Sintego decidiu deflagrar greve nesta terça-feira (29), o que prejudicou milhares de pais e alunos das Escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis) do município.
No entanto, segundo o Sintego, as propostas não apresentaram soluções satisfatórias durante a negociação. "A proposta apresentada foi de pagamento do piso salarial e da data-base a partir de maio, mas sem prever nenhuma possibilidade de pagamento dos valores retroativos entre janeiro e abril, bem como sem novidades sobre as progressões e titularidades", afirma a nota assinada po Bia de Lima.
Prejuízos para Educação
Até o momento, das 93 unidades escolares do município, 13 unidades estão com atividades totalmente paralisadas, 43 com paralisação parcial e 37 com atividades ocorrendo normalmente. Pais que não tem com quem deixar os filhos estão tendo que pagar para babás ou necessitando de apoio dos amigos, vizinhos e parentes para não perderam o dia de trabalho, já que em muitos casos não tem com quem deixar a criança.
Desde janeiro de 2025, a atual gestão tem adotado uma política de austeridade para reequilibrar as contas públicas. Com esse esforço, a Prefeitura conseguiu manter em dia os salários dos servidores e contratos com fornecedores, além de quitar R$ 58 milhões em débitos da folha de dezembro de 2024.
A proposta de reajuste foi apresentada pela administração com a garantia de envio imediato de projeto de lei à Câmara Municipal para regulamentação. Além disso, a prefeitura sugeriu a criação de uma mesa de negociação permanente para discutir o pagamento do retroativo referente aos meses de janeiro a abril e tratar de outras pautas da categoria, respeitando os limites financeiros do município.
Leia a nota do Sintego na íntegra
Nota resposta
Após a deflagração da greve no município de Aparecida de Goiânia, o portal G5 News fez diversas afirmações levianas e imprudentes sobre mim e sobre o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintego). O texto publicado pelo veículo é tendencioso, enviesado e antiético.
É importante ressaltarmos que a decisão sobre a greve no município foi dos trabalhadores, quase em sua unanimidade, por meio de assembleia da categoria, meio legal e direito garantido dos servidores públicos, que reivindicam melhores condições de trabalho e valorização profissional.
A Prefeitura de Aparecida de Goiânia não apresentou soluções satisfatórias durante a negociação com a categoria da Educação. A proposta apresentada foi de pagamento do piso salarial e da data-base a partir de maio, mas sem prever nenhuma possibilidade de pagamento dos valores retroativos entre janeiro e abril, bem como sem novidades sobre as progressões e titularidades.
Greve não é caos. Luta dos trabalhadores não é politicagem sindical. Estamos falando de uma pauta legítima dos servidores da Educação de Aparecida de Goiânia e que independem de predileções políticas. Seguimos abertos às negociações e em busca de diálogo.
O direito do trabalhador é inegociável e a postura do jornal foi lamentável.
Bia de Lima
Deputada estadual
Presidenta do Sintego

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