Em comunicado, Cremego cobra o pagamento de Fundação que administra unidades
De acordo com a prefeitura, o total da dívida em aberto é de R$ 43 milhões. O Executivo ressalta que este ano já foram repassados à fundação um total de R$ 138 milhões

O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (CRM-GO) emitiu um comunicado para cobrar da Prefeitura de Goiânia a imediata atualização dos pagamentos devidos à Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas da UFG (Fundahc), gestora do Hospital e Maternidade Dona Íris, Maternidade Nascer Cidadão e Hospital e Maternidade Municipal Célia Câmara.
As maternidades suspenderam na manhã desta segunda-feira (18), cirurgias e outros procedimentos eletivos alegando falta de repasses financeiros. De acordo com a Fundação, a limitação dos serviços por falta de repasses coloca as unidades de saúde em um quadro de falta de insumos para atendimento, além de salários dos funcionários em atraso.
De acordo com o Cremego, o Conselho vem intermediando a negociação entre a Fundahc e a SMS, mas os acordos firmados pela gestão municipal não foram cumpridos, levando a Fundação a suspender os procedimentos e serviços não emergenciais nas maternidades. “A população não pode ser prejudicada pela falta de compromisso da gestão municipal com a saúde dos goianienses”, diz o texto.
“As instituições afetadas pela suspensão prestam um serviço especializado a mulheres e crianças e seu bom funcionamento precisa ser garantido. Exigimos que a situação seja resolvida com a máxima urgência, priorizando sempre a vida e o bem-estar de nossa população”, completa o comunicado.
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Negociação
De acordo com a prefeitura, o total em aberto é de R$ 43.347.902,315. O restante dos valores, alegados em atraso pela fundação, se refere ao passivo trabalhista, caixa para custeio de despesas como demissões e férias, não tem relação com a manutenção das maternidades. O Executivo ressaltou ainda que este ano já foram repassados à fundação um total de R$ 138 milhões. Em 2022, foram R$ 147 milhões.
Explicou também que desde o final da pandemia, os governos federal e estadual não enviam recursos para o custeio das maternidades, portanto, todas as três maternidades vêm sendo mantidas com dinheiro do Tesouro Municipal. Que as três maternidades funcionam em sistema de porta aberta, não há necessidade de regulação, com isso, atendem pacientes de vários outros municípios goianos.

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