Em áudio, sobrinha de delegado diz estar sem chão com suposto golpe do marido
A gravação foi enviada por Isabela Barros de Carvalho Cavalcante via WhatsApp no dia 8 de janeiro passado, pouco antes do casal desaparecer.

Em um áudio enviado à esposa de Tiago do Piso, Cecília, ambos proprietários da franqueadora "Feirão do Piso", a sobrinha do delegado Alexandre Bruno (acusado de envolvimento no caso), Isabela Barros de Carvalho Cavalcante, revela estar surpresa e “sem chão” ao descobrir tudo o que o marido, Fabrício Gonçalves Cavalcante Barros, teria feito ilegalmente na loja da franquia com instalação em Goiânia. Vídeo no final da reportagem
A gravação foi enviada por Isabela via WhatsApp no dia 8 de janeiro passado, pouco antes do casal desaparecer.
No áudio, segundo a denúncia, Isabela fala sobre as dezenas de cheques sem fundos, furos de milhares de reais no caixa, supostos furtos de pisos e a não entrega de produtos comprados e não entregues a clientes.
“Estou no chão agora, de verdade. Não tinha consciência de nada do que ele [Fabrício] fez. Todos os cheques que assinei, entreguei para ele, coloquei a franquia no meu nome e ele falando que iria passar para o nome dele. Peço que não faça nada agora, pois estou tentando entender ainda. Até então, eu confiava no meu esposo, mas só te peço para não fazer esses boletins, porque vão ficar no meu nome, não no dele”, afirma Isabela, ao dizer que não pode encontrar Cecília e Tiago porque não ter ninguém para ficar em seu lugar no trabalho.
Na denúncia feita pelos empresários, constam ainda capturas de tela de celular de uma conversa anterior na qual o próprio Fabrício diz que tudo corre bem na empresa e agradece a Tiago e Cecília por todo o suporte dado ao andamento do negócio.
“Tenho muito respeito e gratidão pela sua vida e pela do Tiago! Agradeço todos os dias pela oportunidade que vocês me deram! Oro por vocês”, confessa.
Em outra conversa, Fabrício pede suporte ao casal dono da franqueadora.
“Preciso que vocês me orientem”, diz Fabrício, que recebe uma resposta positiva da empresária Cecília.
Isabela e Fabrício são acusados de desviar pisos da franqueadora, vender fiado (o que é proibido), não entregar cerca de R$ 600 mil em produtos vendidos aos clientes, não pagar funcionários e dar calote na franqueadora. O prejuízo total chega a R$ 2 milhões.
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