Drogas, calote e ambiente insalubre: os bastidores da Lion Club em Goiânia
A casa nega todas as denúncias, inclusive com ironias e deboche com jornalista.

Goiânia ganhou em agosto uma das maiores casas noturnas do Centro-Oeste, a Lion Club, com pompa de modernidade e capacidade para 600 pessoas. Mas, por trás da fachada, o que se vê é consumo escancarado de drogas, calotes em profissionais e um ambiente insalubre que já virou caso de saúde pública e de polícia. A casa nega todas as denúncias, inclusive com ironias e deboche com jornalista.
Três DJs denunciaram que somam mais de R$ 3 mil em cachês não pagos cada um. Ao cobrarem, alguns foram até bloqueados pelo dono da boate. Nas redes sociais, os relatos se multiplicam e a revolta cresce.
Não para por aí. Frequentadores reclamam da falta de climatização — com gente passando mal em noites de lotação máxima, em meio a um calor sufocante.
Outro ponto grave: denúncias de uso e venda de drogas circulam entre frequentadores. Segundo informações obtidas pelo G5News, não seria difícil flagrar a situação: “basta um investigador participar de uma festa e ver de perto o corre desenfreado de entorpecentes”, relata um denunciante.
Com a Parada LGBT marcada para este domingo em Goiânia, a expectativa é de casa lotada — e de que os problemas piorem. Enquanto isso, parte do público insiste em defender a Lion como refúgio da comunidade LGBT, mesmo diante das irregularidades e da nuvem de denúncias que cresce a cada dia.
O outro lado
Em nota, a Lion Club rebate as acusações. Sobre os supostos calotes, a direção afirma que “todos os DJs da Lion estão pagos” e que pode apresentar comprovantes de pagamento: “Antes de postar algo veja se é verdade”.
Quanto às reclamações sobre calor, a boate diz em nota compartilhada em seu Instagram prezar pelo conforto dos clientes e explica que o problema não foi falta de climatização, mas falha nos exaustores:
“Nossa casa conta atualmente com 3 aparelhos de ar-condicionado, 4 climatizadores industriais e outros 4 menores. O que ocorreu no último evento foi a ausência de exaustores funcionando, o que impediu a circulação correta do ar. Já estamos realizando manutenção e instalação de novos equipamentos para potencializar o resfriamento.”

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