Dono do salão "dos famosos" em Goiânia ameaça enforcar funcionários com toalha: ASSISTA
Um dos sócios do estabelecimento publicou um vídeo após vídeo de influencer expondo denúncias de ex-funcionários e críticas de clientes insatisfeitos ganharem as redes sociais

Em meio a onda denúncias de ex-funcionários e reclamações de ex-clientes do salão de luxo Botanic, conhecido por atender famosos e influencers em Goiânia, um dos sócios-proprietários do estabelecimento, Filipy Almeida, disse em vídeo publicado nas redes sociais que ameaçou enforcar os empregados caso as toalhas que estavam sendo usadas, fossem manchadas. No entanto, ele afirma ser apenas “modo de falar”. Ele diz ter imagens de câmeras de segurança com áudio para rebater as acusações.
Filipy afirma que o salão tem cerca de 500 toalhas de uso diário, e no episódio em questão, as toalhas acabaram. Por isso, foi preciso utilizar um estoque novo, com tecido “mais grosso”. Devido a excepcionalidade, ele teria dito que caso as toalhas fossem manchadas, ele “enforcava” os funcionários com as toalhas. “É um modo de falar, quem está comigo sabe que eu brinco. ‘Eu vou matar vocês’, ‘vou dar cintada em vocês’, mas eu vou mudar, porque as pessoas não estão compreendendo”, pontua.
O posicionamento do profissional ocorreu após um vídeo publicado pelo influencer Guilherme Risone, que expõe críticas de clientes que teriam recebido tratamento “humilhante” no salão. No vídeo que viralizou, Risone compartilhou denúncias de ex-funcionários que afirmam trabalhar 15 horas seguidas, sem pausa para almoço. Além disso, conforme as publicações, alguns profissionais são humilhados pelo proprietário do estabelecimento e não recebem pelos serviços prestados.
Perseguição
De acordo com Filipy Almeida, o estabelecimento está sendo perseguido por concorrentes do mesmo nicho. Nas redes sociais, ele fez o relato de um evento promovido por um fornecedor do qual foi desconvidado por “pressão” de outros quatro salões. Segundo ele, essa suposta perseguição ocorre desde que a empresa começou a ganhar destaque no mercado e ex-funcionários “ingratos” podem estar por trás das acusações.
“Há algumas semanas atrás, entrou uma pessoa que ficou três semanas, não apresentou documentos, como comprovante de endereço. Estava muito difícil, a gente pedia uma coisa, ela negava, ‘não preciso disso’. Pedimos para ela ajudar nos lavatórios, fazer as escovas depois, porque era coisa de segurar, coisa à toa, estava tudo muito tumultuado. Ela falou que não iria fazer porque ela nem precisava estar ali, ‘porque eu tenho uma pensão’, enfim, e nós dispensamos”, pontua.
Segundo ele, a mulher retornou ao local com o filho, alegando ter sido destratada. Ele afirma ter sido algo “armado”. Entre as denúncias apresentadas por Risone, o suposto ex-funcionário também sugeriu que o dono do salão comete fraude contra os consumidores ao lançar promoções em nome de causas beneficentes, quando, na verdade, o dinheiro é utilizado para pagar processos judiciais.
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"Estamos tranquilos"
A reportagem entrou em contato com outro sócio do Botanic, o advogado Igor Assunção, que afirmou estar tranquilo, e que as "fofocas infundadas" não passam de armação da funcionária que não aceitou a demissão.
"As providências já estão sendo tomadas, a gente já acionou nosso corpo jurídico, então o que é para ser feito será feito. Tenho um momento de funcionário que já trabalhou com a gente, mudou de vida com a gente, está falando mal. Isso é do ser humano. Isso nem me assusta porque vai ter um cliente ou outro que saia insatisfeito com o trabalho com um dos profissionais que atendeu", comenta.
Igor também afirma que a empresa não tem processos judiciais e trabalha com prestadores de serviços.

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