Dono de imobiliária e corretor foram as vítimas fatais do “atirador” de Ipameri
Uma funcionária da empresa de locação de imóveis e outra do supermercado sobreviveram aos ataques, ocorridos nessa sexta-feira (12), e seguem internadas

As vítimas, mortas e sobreviventes, dos ataques cometidos por Valdivino Cordeiro dos Santos, 61 anos, que ateou fogo na própria casa, no Centro de Ipameri (199 km da Capital), saiu armado, invadiu uma imobiliária, um supermercado e “abriu fogo”, tiveram as identidades divulgadas.
Após incendiar a casa onde morava e sair pela rua armado, Valdivino invadiu a imobiliária, onde alugou a quitinete onde morava, e atirou contra o corretor Orlando Vaz, atingido pelo disparo na cabeça e morreu ainda no local. Depois contra o proprietário da empresa, Antônio Claret Abrão, socorrido com vida, mas não resistiu e morreu no hospital.
Outra vítima, ainda na imobiliária, foi Doralice Rosa de Sousa, que trabalhava no local há apenas 15 dias. Ela foi atingida por um tiro na perna e segue internada.
Em seguida, o acusado andou cerca de 500 metros e seguiu para o mercado, onde mirou e atirou na funcionária Jéssica Santos, que também está internada.
As unidades de saúde onde as vítimas seguem internadas não divulgaram o estado de saúde.
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Após os atentados, Valdivino “desapareceu” e os policiais começaram a dar buscas pela cidade. Devido ao pânico causado pelo “atirador” solto, as aulas municipais foram suspensas e a PM recomendou que o comércio fechasse as portas e os cidadão ficassem em casa até que o acusado fosse preso.
Algum tempo depois, os militares receberam a informação de populares que Valdivino estava em frente um órgão público. A região foi cercada, os agentes tentaram estabelecer “conversa” para acalmar e fazer com que o assassino se entregasse, porém, ele atirou contra própria cabeça na frente dos policiais.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a prestar os primeiros socorros, encaminhou Valdivino para o hospital, mas ele não resistiu e teve a morte constatada.
Com a morte do acusado a polícia não conseguirá cravar a motivação dos crimes, no entanto, testemunhas apontam que o acusado entrou “num surto psicótico”, além de desentendimento com as vítimas, já que a imobiliária teria pedido que Valdivino desocupasse o imóvel devido a atrasos de alugueis e o supermercado cobrando dívida do atirador com o estabelecimento.
Caso segue em investigação.

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