Dona de berçário que esqueceu menino Salomão dentro do carro "até a morte" deixa cadeia e volta para casa
A juíza Sandra Regina Teixeira Campos, que converteu a prisão em preventiva em domiciliar, considerou que a empresária é mãe de dois filhos menores de 12 anos, um deles ainda em fase de amamentação

Flaviane Lima, a dona do berçário que esqueceu o menino Salomão Rodrigues Faustino, 2 anos, dentro do carro por quatro horas, resultando na morte da criança, em Nerópolis, teve a prisão preventiva convertida em domiciliar em uma decisão da Justiça e já está em casa.
A defesa de Flaviane entrou com um pedido de habeas corpus, só que foi negado. Os advogados entraram com um novo pedido para a Justiça reconsiderar esse pedido porque segundo eles o pedido era de prisão domiciliar para que ela cumprisse a prisão em casa e não de revogação da prisão preventiva. A juíza do caso então reconsiderou a decisão e concedeu a prisão domiciliar a Flaviane.
A juíza Sandra Regina Teixeira Campos considerou que a empresária é mãe de dois filhos menores de 12 anos, um dos quais está em fase de amamentação.
Decisão segue uma orientação do Supremo Tribunal Federal. Para tanto, Flaviane deve cumprir medidas cautelares como permanecer em casa integralmente, podendo sair apenas para compromissos judiciais e deve manter seu endereço atualizado.
O Caso
Salomão morreu em 18 de fevereiro após ser esquecido no banco de trás do veículo, preso à cadeirinha, enquanto Flaviane trabalhava normalmente na creche. A temperatura na cidade era de 33.5 ºC naquele dia, o que aumentou o risco de desidratação e insolação para a criança. Flaviane só percebeu o erro ao ir embora da creche devido a uma dor de cabeça.
Ao encontrar o menino desacordado dentro do veículo, Flavine chamou o Corpo de Bombeiros, mas o menino não resistiu.
O delegado responsável pelo caso, André Fernandes, aguarda a finalização do inquérito e ainda não recebeu o resultado do exame cadavérico, que determinará a causa oficial da morte de Salomão. A defesa de Flaviane afirma que não houve intenção ou negligência deliberada e que ela tentou reanimar a criança após perceber o erro.
A família de Salomão está em choque e busca respostas. A mãe, Giselle Faustino, desabafou nas redes sociais, expressando dor e desespero pela perda do filho, que era considerado um "milagre" após ela sofrer abortos anteriores. A tia de Salomão criticou a falta de vigilância na creche, questionando por que ninguém sentiu falta da criança durante as quatro horas em que ele ficou no carro.

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