Detento em surto come as próprias f3z3s e provoca tumulto; veja vídeo
O vídeo mostra ao menos dois policiais e funcionários do hospital tentando controlar a situação

Um vídeo que circula nas redes sociais nesta semana mostra um detento em surto dentro de um hospital, gerando tumulto entre policiais e funcionários do local. As imagens — de teor extremamente sensível — exibem o homem com os pés algemados, trancado em um banheiro, coberto de f3z3s e consumindo o próprio excrmnt0.
Até o momento, não há confirmação sobre o dia do ocorrido, o estado de saúde do detento ou qual unidade de saúde teria atendido o caso. Também não foi divulgada a motivação do atendimento médico nem se o preso teria histórico de transtornos psiquiátricos.
Tentativa de contenção
O vídeo mostra ao menos dois policiais e funcionários do hospital tentando controlar a situação. Eles tentam dialogar e impedir que o homem continue se machucando ou consumindo o próprio material orgânico. A gravação termina sem mostrar se houve sedação, intervenção médica ou transferência para outra unidade.
Segundo especialistas ouvidos pela reportagem, episódios como esse exigem protocolo médico específico, principalmente diante da possibilidade de transtorno psicológico agudo ou quadro de abstinência química — que também não foram confirmados pelas autoridades.
Silêncio das autoridades
Questionadas pela reportagem, nenhuma instituição pública confirmou o registro do caso até o momento. A Polícia Civil e a Secretaria de Saúde — estadual e municipal — não responderam aos contatos da reportagem.
Juristas alertam que, caso tenha ocorrido em um hospital público, há obrigação legal de comunicação do fato ao Ministério Público e à Defensoria, devido ao risco de violação da dignidade humana.
Debate sobre saúde mental e sistema prisional
O episódio reacende o debate sobre a fragilidade da assistência à saúde mental dentro do sistema penitenciário brasileiro. Dados do Ministério da Saúde apontam que menos de 20% dos presídios têm suporte psicológico contínuo, enquanto estudos da Fiocruz indicam que cerca de 40% dos detentos apresentam sintomas compatíveis com transtornos mentais.
Especialistas defendem a criação de unidades específicas de atendimento emergencial para detentos em surto, a fim de evitar riscos para o próprio preso, para os profissionais e para a integridade do atendimento médico.
Situação segue sem esclarecimentos
Sem informações oficiais, o caso continua sob apuração. A ausência de dados sobre a identidade do preso, seu estado de saúde e o procedimento adotado pelo hospital levanta questionamentos sobre o cumprimento de protocolos mínimos de atendimento.
Enquanto isso, o vídeo continua circulando na internet — e reforçando o alerta sobre o abismo entre o sistema prisional brasileiro e a saúde pública.
Imagens divulgadas pelo Portal Estadão de Mato Grosso

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