Desembargador manda soltar motorista da Mercedes que atropelou e matou vigilante em Goiânia
Decisão é do desembargador Ivo Favaro, que acatou pedido de Habeas Corpus da defesa de Antônio Scelzi Netto, 25 anos, e revogou a decisão da Juíza Ana Cláudia Veloso, que converteu a prisão em flagrante em preventiva

Desembargador do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), Ivo Favaro acatou pedido de Habeas Corpus da defesa de Antônio Scelzi Netto, 25 anos, motorista que atropelou e matou o vigilante Clenilton Lemes Correia, 38 anos, e revogou a decisão da Juíza Ana Cláudia Veloso, que converteu a prisão em flagrante em preventiva, durante audiência de custódia, e determinou, no início da tarde desta terça-feira (11), a soltura do acusado, que já estava na Central de Triagem do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia.
O desembargador determinou que Antônio Netto responda ao processo em liberdade, mas cumpra medidas cautelares como não sair da cidade, não se envolver em outros crimes. Ele também está proibido de dirigir por quatro anos.
Para justificar decisão de soltura, Ivo Favaro argumenta que "não, ainda, está comprovada a intenção dolosa e sim culposa", ou seja, para o magistrado ainda não se pode confirmar a intenção de matar de Antônio Netto e, por isso, determinou que o acusado responda em liberdade ao processo.
Segundo a defesa de Antônio Neto, em relação ao resultado da audiência de custódia, a conversão da prisão em preventiva viola o Código Penal Brasileiro e que o cliente, Antônio Netto, estão colaborando com a Polícia e com a Justiça.
A defesa ainda afirma que está em contato com a empresa onde a vítima morta no acidente, o vigilante Clenilton Lemes Correia, trabalhava para prestar o auxílio necessário.
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Audiência de Custódia
A juíza Ana Cláudia Veloso converteu a prisão em flagrante de Antônio Neto, 25 anos, para preventiva e suspendeu seu direito de dirigir por quatro anos durante audiência de custódia nesta segunda-feira (10). Assista vídeo aqui.
Antônio Neto é acusado de atropelar e matar o vigilante Clenilton Lemes Correia, de 38 anos, na GO-020, próximo ao Alphaville Flamboyant, em Goiânia, nas primeiras horas do domingo (9). O acusado fugiu sem prestar socorro.
A magistrada afirmou que Antônio pode pegar até quatro anos de reclusão e que o acusado não sabe o que é respeito pela lei.
O acusado estaria embriagado no momento em que conduzia a Mercedes do pai, quando causou o acidente fatal.
Antônio Neto, filho de um empresário de Goiânia, teve a ajuda da própria mãe para se esconder em um galpão da família que fica no Guanabara.
No entanto, foi encontrado caminhando pela BR-153, onde foi preso.
A Polícia Militar acredita que o acusado estaria a caminho de outro endereço para tentar se esconder e continuar fugindo.
Antônio Neto foi encaminhado para a Central de Flagrantes, onde prestou depoimento e negou ter bebido antes de dirigir. Sobre a causa do acidente, ele disse que atropelou porque a região estava escura, sem iluminação, e não viu a moto.
O rapaz foi autuado por crime de homicídio culposo com agravante de ter fugido do local do acidente e estar dirigindo sob influência de álcool.
O caso segue em investigação.

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