Desembargador aponta “desprezo pela vida” e “crueldade” para negar soltura de Amanda Partata
A prisão temporária da advogada foi mantida mais uma vez pelo desembargador Silvânio Divino de Alvarenga do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) no sábado (23)

Com a decisão em audiência de custódia, proferida pelo Juiz de Direito Dr. André Reis Lacerda, que manteve a prisão temporária de Amanda Partata, 31 anos, a defesa entrou com pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), mas a soltura foi mais uma vez negada, agora pelo desembargador Silvânio Divino de Alvarenga, que destacou “crueldade” e “desprezo pela vida” para justificar que a advogada deve continuar na cadeia.
Amanda Partata é investigada pela morte por envenenamento de Leonardo Pereira Alves, 58 anos, e Luzia Tereza Alves, 86, pai e avó do ex-namorado. Ainda de fazer ameaças de morte contra a família dele há meses antes do duplo homicídio.
No pedido de soltura, os advogados de Amanda alegaram, assim como na audiência de custódia, que a prisão da cliente foi tomada de irregularidades. Ainda que, a decisão, não deixa explica os motivos a liberdade da cliente causaria algum tipo de risco à integridade dos familiares das vítimas e das testemunhas.
Em sua decisão, o desembargador afirma que os indícios de autoria do crime, levantados pela Polícia Civil, são suficientes para mantê-la presa.
“Não podemos perder de vista, que a paciente possui um total desprezo para com a vida humana. Inclusive, as vítimas eram pessoas do seu convívio, o que evidencia a sua crueldade”, decretou Silvânio Divino na decisão.
A decisão foi publicada no último sábado (23) e também cita que a periculosidade da advogada foi comprovada e ela usou conhecimentos específicos, como tecnologia, para ameaçar o ex e a família dele.
Outro pedido da defesa e negado pelo desembargador é para que o processo corra em segredo de justiça. Silvânio declarou que não faz sentido, já que o caso foi amplamente divulgado pela imprensa e as informações a serem divulgadas não traria prejuízo à investigação.
Amanda foi presa no dia 20 de dezembro e está na Casa do Albergado, em Goiânia.
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Entenda
A investigada pela morte por envenenamento de, Leonardo Pereira Alves, de 58 anos, e Luzia Tereza Alves, de 86 anos, mãe e filho, a advogada Amanda Partata, chegou à Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH), negando que tenha cometido o crime na tarde desta quarta-feira (20), quando foi presa.
O inquérito policial tem mais de 150 páginas de uma investigação minuciosa. De acordo com as investigações, apesar da exposição dos doces, a apuração aponta que um suco que Amanda teria levado para a casa da família, na manhã de domingo. pode ser o alimento envenenado.
As mortes
Leonardo Pereira Alves, de 58 anos, morreu no domingo (17), após passar mal e ser internado com dores abdominais, vômitos e diarreia. Já Luzia Alves, de 86 anos, teve a morte confirmada pela família na madrugada de segunda-feira (18). Ela estava internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas não resistiu.
Ambos comeram algum alimento por volta de 10h, que pode estar diretamente ligado às mortes e começaram a passar mal duas horas depois.
O possível alimento envenenado teria sido levado à casa da família por Amanda, que mantinha uma relação com a família, já que estava supostamente grávida do filho de Leonardo, e foi no domingo de manhã fazer uma “visita”.
Além de Leonardo e Luzia, no domingo Amanda, supostamente, também teria passado mal após o café da manhã, mas diferente das vítimas, ela não sofreu complicações graves.

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