“Derrotados no voto tentaram se impor na violência”, diz presidente do Sintego; assista
Presidente do Sintego e vereadora, Ludmylla Morais condenou ataques ocorridos após assembleia que encerrou a greve da Educação municipal de Goiânia e denunciou agressões contra mulheres e até a deputada Bia de Lima

A presidente do Sintego e vereadora de Goiânia, Ludmylla Morais, veio a público repudiar as agressões registradas durante a assembleia que definiu o fim da greve da Educação municipal de Goiânia, realizada na terça-feira (19), no Cepal do Setor Sul. Em nota, ela classificou os episódios como atos de violência praticados por pessoas inconformadas com o resultado da votação que encerrou a paralisação.
“Ocorreram agressões violentas praticadas por aqueles que, derrotados no voto, tentaram se impor no grito e na violência”, afirmou a dirigente.
O tumulto ocorreu após a aprovação da proposta mediada pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), que abriu caminho para negociações sobre plano de carreira, progressões funcionais, data-base e garantiu a ausência de corte de ponto dos servidores que aderiram ao movimento.
Apesar da aprovação pela maioria dos presentes, parte da categoria contestou a condução da assembleia e criticou o encerramento da greve, o que elevou a tensão no encontro.
Na manifestação pública, Ludmylla destacou que as agressões atingiram principalmente integrantes do sindicato, formado majoritariamente por mulheres, e relatou episódios de violência contra pessoas ostomizadas.
“Os agressores, em sua maioria homens, atacaram física e verbalmente até mesmo pessoas ostomizadas, que tiveram suas bolsas rompidas durante o ato de violência”, declarou.
A presidente do Sintego ainda afirmou que o episódio representou um ataque ao ambiente democrático da assembleia.
“É inadmissível que, em um espaço onde as decisões foram tomadas a partir do princípio democrático, representantes do Sintego tenham tido sua integridade vilipendiada”, disse.
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Segundo ela, nem a deputada estadual Bia de Lima escapou da confusão.
“Nem mesmo a deputada estadual Bia de Lima, que desde o início esteve ao nosso lado nesta luta, foi poupada das agressões”, afirmou.
Ludmylla também informou que medidas já estão sendo adotadas contra os envolvidos e reforçou o posicionamento da entidade contra qualquer tipo de violência.
“Não podemos aceitar nenhum tipo de violência, seja ela física, verbal ou de gênero. Nossa luta se constrói na unidade, no respeito e na defesa da democracia, jamais na intolerância e na agressão”, concluiu.
Após os episódios, o Sintego confirmou a suspensão da greve e informou que seguirá acompanhando as negociações relacionadas às pautas da Educação municipal de Goiânia.

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