Delegado Teófilo compara faccões com terroristas e defende “prisão perpétua”; veja vídeo
“Facção criminosa precisa de tolerância zero e pena cumprida integralmente em regime fechado”, afirmou o delegado

O delegado da Polícia Civil de Goiás Humberto Teófilo comparou integrantes de facções criminosas a terroristas e defendeu a adoção de leis mais duras no Brasil, incluindo prisão perpétua para membros de organizações criminosas.
A declaração foi feita ao comentar notícias internacionais de que os Estados Unidos podem classificar duas das maiores facções do país — o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho — como organizações terroristas.
Segundo o delegado, a possível classificação não seria exagerada e, na visão dele, apenas reconheceria a realidade enfrentada pelas forças de segurança.
“Pessoal, atenção aqui, deixa eu falar aqui uma situação acerca dessas notícias internacionais que estão dizendo que os Estados Unidos podem classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
Pois bem, eu vou falar aqui como delegado de polícia que combate o crime organizado há anos, inclusive sendo ameaçado por facções. Pra mim, o que os Estados Unidos estão querendo fazer não é exagero não, tá? É reconhecer a realidade, pronto.”
“Controlam territórios e espalham medo”
Na avaliação de Teófilo, as facções não podem ser tratadas como simples quadrilhas, pois atuariam de forma organizada, com domínio territorial e imposição de regras em comunidades.
“Sabe por quê? Quem está na rua sabe muito bem, quem entra em bairros dominados por facções sabe também muito bem, quem prende traficante armado também conhece muito bem que essas organizações não são simples quadrilhas, elas controlam territórios, elas impõem regras à população, elas executam pessoas, intimidam comunidades inteiras e claro financiam tudo isso daí com tráfico de drogas, armas, lavagem de dinheiro, agiotagem dentre outras situações.”
O delegado também citou o conceito técnico de terrorismo para justificar a comparação.
“Agora vamos ao conceito técnico aqui, deixa eu, quero que você preste atenção o terrorismo gente de forma geral é só que ele é definido é o uso sistemático da violência ou da ameaça de violência para intimidar a população ou constranger o estado agir de determinada forma é exatamente isso que as facções fazem elas espalham medo elas dominam bairros elas desafiam o próprio estado.”
Críticas a especialistas
Durante a fala, o delegado criticou o que chamou de “mimimi de gabinete” de especialistas que, segundo ele, analisam o crime organizado sem experiência prática.
“Atenção gente porque que ideia que é essa agora infelizmente aqui no brasil existe muito mimimi de gabinete muito mimimi de fake especialista de que fala que são especialistas, mas nunca pisou numa cena de crime, nunca entrou num bairro dominado por facção, nem fazia uma abordagem, nunca, nunca participou de uma operação, fica no ar-condicionado fazendo teorias.”
Ele afirmou que quem está na linha de frente tem uma visão diferente da realidade.
“Mas quem está na linha de frente sabe muito bem, e eu sou um exemplo disso, que eu estou na ponta enfrentando o crime organizado.”
Defesa de leis mais duras
O delegado também defendeu mudanças na legislação brasileira para endurecer o combate às facções.
“Na minha visão, faccionar tem que ter tratamento duro. Crime organizado precisa de leis muito mais duras. A pena pro faccionar tem que ser cumprida integralmente em regime fechado, sem romantização de bandido, sem relativizar facção criminosa, nada disso, nós temos que ser tolerância zero.”
Segundo ele, as principais vítimas da violência são pessoas comuns.
“O povo está sofrendo, porque, eu repito, quem sofre com todas essas organizações não é um político não, tá? Não é um cara que tá lá tendo gravata e não vai condicionar não, não, é um trabalhador, é a mãe de família, é o comerciante, é o jovem que está sendo recrutado pelo crime.”
“Guerra contra a sociedade”
Para o delegado, o crime organizado representa uma ameaça direta à população.
“E quem combate isso todos os dias, sabe, crime organizado não é brincadeira, é guerra contra a sociedade.”
Ao final, Teófilo reforçou sua posição e voltou a defender prisão perpétua para integrantes de facções criminosas.
“Eu sigo aqui fazendo o que sempre fiz, combatendo o crime, com essa caneta aqui que tem tinta que não tem conversa com ela, falando a verdade e defendendo o cidadão de bem. Essa é a minha opinião. Prisão perpétua para membros de organização criminosa. É isso que nós devemos fazer, flagrantes.”

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