Criança morre após empresa encerrar atendimento domiciliar por falta de pagamento da prefeitura
A criança sofria de síndrome Moebius, condição rara que provoca paralisia facial, insuficiência respiratória grave e crises convulsivas, e dependia de oxigênio boa parte do tempo

A família da pequena Maria Ayla Pereira Silva, de 1 ano, denuncia que a bebê morreu quatro dias após a empresa que realizava atendimento médico domiciliar suspender a equipe multidisciplinar por falta de pagamento da Prefeitura de Goiânia. A criança sofria de síndrome Moebius, condição rara que provoca paralisia facial, insuficiência respiratória grave e crises convulsivas, e dependia de oxigênio boa parte do tempo.
Maria necessitou de cuidados médicos especializados desde que nasceu e passou um ano no hospital. A família conseguiu na Justiça que o atendimento fosse realizado em casa com recursos do município com todos os equipamentos e serviços de uma equipe técnica de enfermagem, fisioterapeuta e fonoaudiologia. A criança foi para casa, no Conjunto Vera Cruz, em 15 de outubro. As informações são do Jornal O Popular.
Uma semana depois, no dia 22, a mãe contou à reportagem que recebeu um comunicado da empresa credenciada a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a respeito da suspensão da equipe multidisciplinar. Quatro dias depois, a menina sofreu uma parada cardiorrespiratória e chegou a ser levada para a Maternidade Célia Câmara, mas ela não resistiu.
A família tinha procurado a Defensoria Pública de Goiás, que pediu um esclarecimento para a prefeitura dois dias antes. O órgão informou que é a segunda vez que foi acionado devido a suspensão dos serviços da empresa por falta de pagamento da prefeitura. Contudo, no primeiro caso foi solucionado, mas a respeito da situação de Maria Ayla, não houve retorno da gestão municipal.
“É revoltante, porque ela precisava desse acompanhamento. Às vezes, com o profissional lá poderia ter revertido a situação. É um descaso com a população, porque é um direito da gente ter esse serviço, e aí eles fazem isso. É uma vida que a gente perdeu", disse Andréia Silva, mãe da criança, para o Popular.

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