Corpo de Bombeiros decide afastar militar que matou cão Brutus
Suspeito admitiu à polícia que "não sabe se foi mordido", contradizendo versão de ataque brutal

O caso da morte do cão comunitário Brutus, ocorrido no estacionamento do Estádio Serra Dourada, teve uma mudança drástica de rumo neste sábado (11). O militar responsável pelo disparo, que inicialmente alegou ter sofrido "múltiplas mordidas", admitiu em novo depoimento que não tem certeza se chegou a ser ferido pelos animais.
Diante da nova evidência e da repercussão do caso, o Comando do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás (CBMGO) decidiu agir com rigor. Em nota oficial, a corporação confirmou:
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O afastamento imediato do militar das funções operacionais (ruas);
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A suspensão do porte de arma do suspeito;
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A continuidade do Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar conduta ilícita, que pode gerar punição criminal e administrativa (expulsão).
A versão anterior, de que o bombeiro teria agido em "legítima defesa" após ser cercado por cinco cães e sofrer ataques físicos, agora perde força. A dúvida do próprio atirador reforça os relatos de testemunhas e moradores do Setor Jardim Goiás, que garantem que Brutus era um animal dócil e que o disparo foi desproporcional.
O militar, que atua no Batalhão Especializado de Operações com Produtos Perigosos (BEOPP), seguirá sob investigação enquanto aguarda o desfecho do inquérito.

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