Corpo de adolescente foi farejado por cães e encontrado em cova profunda
O cadáver de Wanderson Chaves foi encontrado, na tarde desta quarta-feira (1º), após o assassino, proso no último domingo (28), apontar o local numa fazenda de Cezarina.

O corpo de Wanderson Chaves, 17 anos, desaparecido há 37 dias, foi encontrado, na tarde desta quarta-feira (1º), enterrado numa “cova profunda” numa fazenda do município de Cezarina (70 km da Capital).
A Polícia Civil, com apoio da equipe de resgate do Corpo de Bombeiros e cães farejadores, chegaram ao ponto onde o adolescente estava enterrado após o assassino, preso no domingo (28) com dois comparsas, indicar o local. Foi necessário o uso de uma escavadeira para encontrar o cadáver.
A ossada foi recolhida e encaminhada para perícia, que vai confirmar a identidade da vítima.
Com a confirmação do homicídio e confissão dos acusados, a Polícia Civil conclui o inquérito do homicídio e encaminha ao Ministério Público, que vai analisar todo o processo e deve denunciar os acusados à Justiça, onde vão responder pelo homicídio do menor e ocultação de cadáver, possivelmente com agravantes e qualificadoras.
Entenda o caso
Wanderson Chaves, 17 anos, conhecido como Magrão, foi visto pela última vez no dia 25 de outubro, quando populares o viram entrando numa caminhonete branca, que pertence a um fazendeiro da região de Palmeiras de Goiás (90 km da Capital), que não teve a identidade divulgada.
De acordo com a ocorrência, na noite anterior, Magrão saiu do trabalho, num Pesque-pague do município, onde morava com a mãe, e foi para um bar com um amigo. No estabelecimento, chegou um fazendeiro conhecido na região, que segundo testemunhas, estava armado.
No decorrer da noite, o adolescente e o fazendeiro teriam tido um desentendimento, que foi apartado por terceiros e, em seguida, voltaram a se entender. Já no início da madrugada, os dois tiveram um novo desentendimento, o fazendeiro teria chegado a colocar a arma na cabeça do acusado, mas ficou só na ameaça.
Os dois teriam se entendido novamente. Já na madrugada, o fazendeiro parou com sua caminhonete “branca” na frente do bar, quando Wanderson e o amigo entraram no veículo.
Segundo testemunhas, a caminhonete ficou rodando em alta velocidade pelas ruas e o fazendeiro teria dado tiros para o alto.
No início da manhã, o amigo de Magrão foi deixado próximo de casa e teria insistido para Wanderson descer também, mas o adolescente continuou com o fazendeiro e “desapareceu”.
Os fatos chegaram à polícia, que à época apreendeu a caminhonete para ser periciada, ouviu o fazendeiro, mas não o prendeu devido à falta de materialidade de crime. No entanto, no último domingo (28), a polícia prendeu o fazendeiro e dois outros homens acusados de envolvimento no assassinato do menor.
Mobilização na cidade
Rozimar Chaves, 41 anos, mãe de Wanderson, que relatou ter sofrido crises de pânico, além de não conseguir se alimentar e trabalhar, chegou a acompanhar as buscas, no início das investigações, que não tiveram sucesso e continuava sem notícias.
A mulher tem se manifestado pelas redes sociais sobre o desaparecimento do filho e cobrado respostas da polícia. Ela e as vizinhas realizaram diversas manifestações com o intuito de pedir agilidade sobre o caso de Wanderson.
"Eu, como mãe, não sinto que ele [Wanderson] esteja morto, mas sei que a qualquer momento posso ter uma notícia boa ou ruim", disse Rozimar
Até a confirmação da morte do adolescente a mãe, familiares e amigos tinham a esperança de Magrão ser encontrado com vida. A confirmação da morte do adolescente deixou toda a palmeiras de Goiás chocada com o crime.

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