Coronel que ameaçou dar "bicuda" em trans afirma que vídeo foi tirado de contexto
Edson Raiado negou qualquer ato de transfobia e afirmou que "trans de direita" "nascem e pensam igual à esquerda", mas se fantasiam de conservadores para surfar na onda de votos da direita.

O coronel da reserva da Polícia Militar de Goiás, Edson Raiado, que aparece nas imagens ao lado do influenciador digital Danilo Faria defendendo "dar uma bicuda" e usar "a base do boiadeiro" contra trans em banheiros, quebrou o silêncio. Em vez de recuar, o militar partiu para o ataque e alegou que suas falas foram tiradas de contexto para criar uma falsa narrativa de incitação à violência.
A reação do coronel foi direcionada a um adversário político, o vereador Fabrício Rosa (PT), que reagiu fortemente às falas do militar e do influenciador. Raiado chamou Rosa de "oportunista" e o acusou de tentar "aparecer em página de fofoca".
Na sua nova versão, o coronel tentou transformar o caso em uma metáfora política com direito a neologismo. Segundo o militar, o episódio aconteceu em um tradicional "pit dog" de Goiânia e a conversa mirava o que ele batizou de "trans-direita": políticos que "nascem e pensam igual à esquerda", mas se fantasiam de conservadores para surfar na onda de votos da direita.
Ainda no "desenho" feito em suas redes, o coronel sustentou que a expressão "dar uma bicuda" faz parte da linguagem popular e significa, na verdade, "botar político oportunista para correr no debate e no voto", descartando qualquer teor criminoso ou preconceituoso. Ele aproveitou o desabafo para fustigar o rival, afirmando que o crítico defende o comunismo, apoia invasões do MST e destina verba pública para financiar a Marcha da Maconha.

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