Coronel investigado por suposta participação em grupo de extermínio é absolvido de acusação
A sentença detalha que os jurados reconheceram a materialidade das provas da morte de um suspeito de roubar uma caminhonete, porém concordaram que Macário não teve envolvimento

O coronel da Polícia Militar de Goiás (PMGO), Carlos César Macário, investigado por suposta participação em um grupo de extermínio suspeito de matar mais de 40 pessoas, foi absolvido da acusação de ter matado um homem em Acreúna, na região sudoeste de Goiás.
A sentença detalha que os jurados reconheceram a materialidade das provas da morte de um suspeito de roubar uma caminhonete, porém concordaram que Macário não teve envolvimento. Por isso, absolveram o réu por negativa de autoria.
De acordo com a denúncia feita pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) ao Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), Macário confessou em uma ligação com outro policial a execução do suspeito, que morreu em um confronto com a Polícia Militar (PM), em junho de 2010.
Apesar de a ligação ter sido gravada, os jurados destacaram que, durante o interrogatório, o réu sustentou a negativa da autoria do crime de homicídio privilegiado. Além disso, consideraram o argumento da defesa de Macário, que disse que ele não teve envolvimento.
Sexto Mandamento
O coronel Carlos César Macário chegou a ficar preso durante sete meses após ser detido na Operação Sexto Mandamento, da Polícia Federal, em fevereiro de 2011. Ele era apontado como integrante de um grupo de extermínio que teria matado mais de 40 pessoas em um período de 10 anos.
Ao todo, 18 agentes foram presos. Na época, ele era o subcomandante geral da PM e negou a existência do grupo de extermínio.

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