Coronel acusado de forjar morte da mulher será julgado na Justiça comum
Geraldo Leite Rosa Neto, que matou sua esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, enfrentará a justiça comum após decisão do STJ.
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de assassinar sua esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, será julgado na justiça comum. A decisão foi tomada pelo ministro Reinaldo Soares, do Supremo Tribunal de Justiça (STJ). O caso envolve a denúncia apresentada pelo Ministério Público Estadual, que caracteriza o crime como feminicídio.
A competência para o julgamento foi definida após o relator consultar o Juízo da 5ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de São Paulo. O entendimento do STJ estabelece que crimes dolosos contra a vida cometidos por militares são submetidos à Justiça Militar apenas quando há relação com a atividade castrense. No caso de Geraldo, o nexo funcional não foi identificado, resultando na transferência do caso para o Tribunal do Júri.
Na última terça-feira (28), o advogado da família de Gisele, José Miguel da Silva Junior, afirmou que eles sempre sustentaram que a morte não é um crime da esfera militar. Ele reforçou a posição da família em buscar justiça no âmbito da justiça comum. A decisão de Soares sobre a competência será divulgada oficialmente na próxima quinta-feira (30).
O Ministério Público já havia manifestado a intenção de tratar o caso como feminicídio, considerando a relação entre o acusado e a vítima. A morte de Gisele Alves Santana gerou repercussão e clamor público, evidenciando a questão da violência contra a mulher em diversas esferas da sociedade.
Após a decisão, o tenente-coronel poderá enfrentar um julgamento que irá determinar sua responsabilidade pela morte da esposa. O caso ainda levanta discussões sobre como a justiça lida com crimes cometidos por militares e a proteção das vítimas de feminicídio.
O desdobramento mais imediato será a definição da data do julgamento, que pode influenciar a percepção pública sobre o tratamento dado a casos de violência de gênero, especialmente quando envolvidos membros de instituições de segurança pública.

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