Concurso da Câmara de Goiânia é liberado com apenas três cargos suspensos por suspeita de fraude
Mais de 30 mil candidatos aguardavam definição. Tribunal manteve suspensas apenas as vagas de administrador, revisor de texto e técnico em iluminação, enquanto o restante do concurso seguirá normalmente

O Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) decidiu liberar a maior parte do concurso da Câmara de Goiânia e manter suspensas apenas três funções investigadas por suspeitas de favorecimento. Com a decisão, milhares de candidatos aprovados para os demais cargos poderão seguir normalmente nas próximas etapas do certame.
O conselheiro relator optou por uma solução intermediária, determinando a suspensão parcial do concurso por 90 dias apenas para os cargos de administrador, revisor de texto e técnico em iluminação, enquanto as investigações continuam.
A medida beneficia a maioria dos participantes do concurso, realizado em março do ano passado, que reuniu mais de 30 mil inscritos. Segundo o entendimento do TCM, como as denúncias envolvem apenas cargos específicos, não haveria motivo para impedir o andamento de todo o processo seletivo.
As vagas que permanecem suspensas são as de administrador, devido à aprovação em primeiro lugar de Luan Lírio de Sousa; revisor de texto, em razão da aprovação de Letícia de Araújo Bernardes, classificada em sexto lugar; e técnico em iluminação, envolvendo o candidato Marcos Vinícius Pantaleão Gomes, aprovado em primeiro lugar.
As investigações começaram pouco tempo após a realização das provas, quando o Tribunal recebeu denúncias de que alguns candidatos aprovados teriam suposta ligação com o Instituto Verbena, responsável pela elaboração, aplicação e fiscalização do concurso. A partir dessas informações, o processo foi suspenso para análise.
Durante a tramitação do caso, tanto a Câmara de Goiânia quanto o Instituto Verbena defenderam a retomada do concurso, alegando que a suspensão total prejudicava milhares de candidatos e comprometia o preenchimento de vagas necessárias ao funcionamento do Legislativo.
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Ao analisar o caso, o relator concluiu que seria mais adequado liberar os cargos que não possuem qualquer relação com as denúncias, preservando o direito dos demais aprovados enquanto as investigações continuam apenas sobre as vagas questionadas.
Com isso, os candidatos aprovados para cargos não envolvidos nas suspeitas poderão seguir normalmente todas as próximas fases do concurso. Já os três cargos investigados permanecerão congelados pelos próximos 90 dias, prazo definido pelo TCM para continuidade da apuração.
Em nota, a Câmara de Goiânia informou que ainda não foi oficialmente notificada da decisão. O Legislativo afirmou que é o maior interessado no esclarecimento dos fatos, destacou que colaborou com as autoridades desde o início das denúncias e permanece à disposição para prestar os esclarecimentos necessários.
O Instituto Verbena UFG também informou que aguarda a comunicação oficial do Tribunal. Segundo a instituição, assim que for notificada adotará as providências para retomar o concurso nos cargos liberados. Em relação às funções que seguem suspensas, o instituto reafirmou seu compromisso com a legalidade, a transparência e a colaboração com os órgãos de controle.

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