Clínica em Goiânia diz que criança autista "não fica quieta", nega exame e é condenada por danos morais
Decisão, expedida na sexta-feira (10), pelo juiz Péricles Di Montezuma, na Capital, cabe recurso.

Clínica em Goiânia foi condenada a pagar R$ 10 mil em indenização por danos morais após se recusar a marcar exame a uma criança portadora de Transtorno do Espectro Austista (TEA). Decisão, que cabe recurso, foi expedida na sexta-feira (10), pelo juiz Péricles Di Montezuma.
"Não se justifica absolutamente o impedimento, expondo-se a criança e sua genitora à situação desconfortável e vexatória", escreveu o juiz, na decisão.
De acordo com os advogados Harrison Bastos e Lucas do Vale, que defendem a mãe da criança, o caso aconteceu em 2020. Na ocasião, a criança tinha acabado de ser diagnosticada com o TEA e precisou realizar o exame eletroencefalograma em sono, uma vez que a criança vinha passando por crises e enfrentando dificuldades para dormir.
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No entanto, ao informar que a criança era autista, o advogado conta que a clínica se negou a marcar o exame sob a justificativa de que a criança "não ficaria quieta durante o exame".
"A atendente questionou o motivo da criança estar fazendo o exame e foi quando a mãe disse que era porque ela tinha sido diagnosticada com autismo. Ela chamou a supervisora, que disse que a clínica já tinha experiência com esse tipo de caso e que tinha convicção que a criança não iria ficar quieta", contou o advogado.
Harrison ainda conta que, após o ocorrido, a mãe ficou "completamente arrasada".
"Ela ficou transtornada, já que teve um direito limitado. O exame seria por plano de saúde, então ela iria pagar por ele", complementou o advogado.

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