Clientes destroem decoração LGBT em coleção infantil de loja; veja vídeo
Diante da repercussão negativa e do clima considerado hostil, a empresa decidiu retirar os produtos das prateleiras

Uma loja de departamento enfrentou momentos de tensão nesta semana após lançar uma coleção infantil inspirada no movimento LGB*T. Segundo vídeos que circularam nas redes sociais, parte dos consumidores reagiu com hostilidade, destruindo itens decorativos que compunham o expositor da nova linha.
Em uma das gravações, um homem é visto arrancando uma das peças de decoração do suporte, arremessando-a ao chão e pisando repetidas vezes sobre o objeto — enquanto outras pessoas assistem à cena, sem qualquer tentativa de impedir a ação.
O vídeo ganhou grande repercussão e foi amplamente compartilhado.
Pressão e retirada dos produtos
Diante da repercussão negativa e do clima considerado hostil, a empresa decidiu retirar os produtos das prateleiras. Em nota, a marca declarou que a decisão foi tomada “para evitar novos episódios de vandalismo e preservar a integridade dos colaboradores e clientes”.
A ação dividiu opiniões: enquanto parte do público condenou o ato de vandalismo e manifestou apoio à iniciativa da loja, outra parcela alegou que a coleção “não era apropriada para o público infantil”. Alguns comentários foram classificados por especialistas como exemplo de intolerância social.
Reações nas redes
Perfis ligados à defesa dos direitos humanos classificaram o episódio como “retrocesso preocupante”. Termos como “homofbia” e “intolerânc!a” apareceram entre os mais comentados. Um coletivo LGBT afirmou que a destruição de materiais simboliza “um ataque simbólico à diversidade”.
Por outro lado, alguns consumidores defenderam o homem flagrado no vídeo, dizendo que sua atitude foi uma “manifestação de opinião”. Juristas, no entanto, lembram que a destruição de patrimônio privado pode caracterizar crime.
Investigação e próximos passos
Até o momento, não houve confirmação de abertura de inquérito. Especialistas ouvidos afirmam que, caso a loja decida formalizar uma denúncia, os envolvidos podem responder por dano ao patrimônio e incitação ao ód!o — ambos previstos na legislação brasileira.
A empresa, que preferiu não divulgar o endereço da unidade onde ocorreu o episódio, afirmou que novos protocolos de segurança estão sendo avaliados para evitar situações semelhantes.

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