“Castelinho do Sexo” tem"roda da bronha", "drive-thru do boquete" e “empurradas”
Abrigados pela copa de uma mangueira, grupos de homens, muitas vezes nus da cintura para baixo, protagonizam surubas intensas, com gemidos abafados que se misturam ao som dos grilos

Com o anoitecer, o Parque da Cidade, em Brasília, se transforma em palco para encontros sexuais casuais e anônimos. O fechamento do famoso estacionamento da Floresta dos Sussurros impulsionou a procura por um novo ponto de encontro, e o local atrás dos brinquedos infantis, apelidado de "Castelinho do Sexo", tornou-se um terreno fértil para transas rápidas e selvagens, protegidas pela escuridão.
O estacionamento lotado é um dos sinais de que a atividade sexual ao ar livre está em pleno vapor. Homens com vestimentas casuais ou esporte fino caminham pelo gramado, cruzando o Castelinho e margeando o canal de rede de águas pluviais.
Sem cerimônias ou trocas de olhares, o sexo é frenético, voraz e cercado de apreciadores que aguardam a vez de satisfazer seus desejos.
Abrigados pela copa de uma mangueira, grupos de homens, muitas vezes nus da cintura para baixo, protagonizam surubas intensas, com gemidos abafados que se misturam ao som dos grilos. O "bacanal" se espalha pelo gramado, com frequentadores hipnotizados que se masturbam enquanto assistem às cenas de sexo.
O ápice da atividade ocorre entre 19h e 21h, quando as surubas reúnem até 10 homens, sem limite de idade. Jovens na faixa dos 20 anos fazem sexo com homens que aparentam ter 60.
"Roda da bronha" e "Drive-thru do boquete"
Grupos de até quatro homens formam uma "roda da bronha", masturbando-se com os pênis próximos até ejacularem. Próximo dali, homens se acomodam nos troncos das árvores para receberem sexo oral, em um "drive-thru do boquete" que remete à antiga prática da Floresta dos Sussurros.
"Vestígios" e Contravenção Penal
No dia seguinte, os primeiros raios solares revelam os "vestígios" da noite anterior: o gramado está repleto de camisinhas usadas e embalagens de preservativos. Um funcionário do parque, que preferiu não se identificar, relata que é possível encher um saco só de camisinhas em alguns dias, e que a limpeza do local é precária.
Cruising
Muitos homens praticam o "cruising", zanzando por uma grande área verde em busca de encontros sexuais com desconhecidos. A prática, que se caracteriza pelo ato sexual ao ar livre com pessoas do mesmo sexo, preserva a identidade dos participantes, que buscam anonimato em meio à escuridão.
Apesar da busca por prazer e anonimato, a prática de sexo em público é considerada crime no Brasil. O artigo 233 do Código Penal Brasileiro tipifica o ato obsceno, com pena que varia de 3 meses a 1 ano de prisão ou multa. O crime é registrado como contravenção penal.
*Com informações de Metrópoles

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