Casal e bebê que morreram com "politraumatismo" teriam sofrido queda acidental; veja vídeo
Luiz Evaldo Lima e Graciane Rosa de Oliveira, juntamente com o filho Léo, caíram de uma altura de 21 metros enquando o apartamento, em Valparaíso, era consumido pelo fogo na terça-feira (27)

A queda de Luiz Evaldo Lima e Graciane Rosa de Oliveira, juntamente com o filho Léo, de apenas 23 dias de vida, durante incêndio no apartamento em que a família morava, nessa terça-feira (27), em Valparaíso de Goiás, pode ter sido acidental, segundo o perito Fernando Lerbach, e não um salto para fugir do fogo, como era investigado anteriormente.
O perito explica que a proximidade das vítimas em relação ao ponto da queda indica uma queda acidental, e não intencional.
"Quando a gente faz uma análise, um dos parâmetros que usamos é o deslocamento da vítima em relação ao ponto em que ela caiu. Quando é uma queda acidental, geralmente essa proximidade é bem pequena, como foi o caso. Todas as vítimas estavam muito próximas à prumada do prédio, o que indica para nós que foi realmente uma queda acidental, e não alguém que se projetou para frente", explicou o perito.
Duas pessoas que estavam no apartamento sobreviveram: a mãe de Graciane e um técnico de impermeabilização de sofá. Ambos estão internados no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), no Distrito Federal.
O síndico Anderson Oliveira relatou que, em meio ao desespero para respirar ar fresco, o bebê escapou das mãos da mãe, que tentou salvá-lo. O pai, ao tentar ajudar, também caiu, resultando na trágica morte dos três.
“É óbvio que a situação ali devia ser desesperadora pelo calor, mas foi um ato de mãe tentando salvar o seu pequeno, o que infelizmente resultou nesta tragédia”, lamentou Oliveira.
As causas do incêndio continuam sendo investigadas.
Incêndio e Explosão
O incêndio, cuja causa ainda não foi determinada, começou no apartamento onde a família residia. Lerbach confirmou que houve uma explosão no local.
“Pelos vestígios encontrados, podemos confirmar e materializar que houve uma explosão. Conseguimos determinar o local onde o fogo se iniciou, que foi na unidade onde residiam as vítimas, e o percurso do fogo até as outras unidades”, afirmou.
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Sobreviventes e Feridos
Além das três vítimas fatais, duas pessoas sobreviveram ao incêndio: a mãe de Graciane e um técnico de impermeabilização de sofá. Ambos estão internados no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), no Distrito Federal. O Corpo de Bombeiros informou que o incêndio deixou 12 feridos.
Evacuação e Assistência
O Bloco E foi totalmente evacuado após o incêndio. Segundo o major Maurílio Correa Cesar, a possibilidade de risco estrutural está sendo investigada. A Secretaria Municipal de Assistência Social de Valparaíso de Goiás anunciou que o edifício passará por vistoria para garantir a segurança dos residentes. Equipes do Serviço Social e da Psicologia estão de prontidão para apoiar os afetados pelo trauma do incêndio.
Apoio aos Moradores
Os moradores do Bloco E devem permanecer abrigados em casas de familiares e serão assistidos pelo seguro do prédio. A prefeitura informou que peritos trabalharão nos próximos dias para determinar se a estrutura do local foi comprometida pelo fogo.

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