Cadeirante passa para motorista, mas é eliminado por falta de veículo adaptado; vídeo
O candidato ainda argumenta que, embora existam vagas destinadas a pessoas com deficiência (PCDs), não há estrutura para garantir o exercício das funções.

Um candidato aprovado no concurso público da Prefeitura de Bela Vista de Goiás, na Região Metropolitana de Goiânia, denuncia ter sido eliminado na fase de perícia médica por ser cadeirante. Wellington Magalhães, que concorreu ao cargo de motorista, publicou um desabafo nas redes sociais.
Segundo Wellington, ele foi aprovado na prova objetiva após um período de intensa dedicação. “Após muito esforço, dedicação e estudo, consegui ser aprovado na prova objetiva para o cargo de motorista. Esse resultado foi fruto de dias difíceis, superação e da esperança de conquistar uma oportunidade digna através do meu mérito”, afirmou.
Em nota, a Prefeitura de Bela Vista informou que a perícia médica concluiu que, embora o candidato seja pessoa com deficiência, a condição apresentada (paraplegia) é incompatível com o exercício das funções inerentes ao cargo de motorista, cujas atividades exigem plena capacidade de condução de veículos diversos, inclusive veículos pesados, além da realização de tarefas operacionais. (veja a nota no final da reportagem)
Apesar da aprovação, o candidato relata que foi considerado inapto na etapa médica. De acordo com ele, a decisão não levou em conta a possibilidade de adaptação das condições de trabalho. “Mesmo tendo demonstrado capacidade intelectual e compromisso, fui considerado inapto na perícia médica. E o motivo dessa reprovação revela uma situação extremamente injusta: o próprio Estado não oferece condições adequadas para que pessoas com deficiência exerçam suas funções”, criticou.
Na publicação, Wellington destaca que a eliminação não ocorreu por falta de capacidade, mas por ausência de acessibilidade. Ele também questiona a efetividade das políticas de inclusão em concursos públicos. O candidato ainda argumenta que, embora existam vagas destinadas a pessoas com deficiência (PCDs), não há estrutura para garantir o exercício das funções.
Ao final do desabafo, Wellington amplia a crítica para além do caso individual. “Não se trata apenas de um concurso. Trata-se de respeito, igualdade e justiça”, declarou.
A reportagem tentou contato com a Prefeitura de Bela Vista para pedir um posicionamento, mas até a última atualização desta reportagem, não obteve resposta. O espaço segue aberto.
Nota da Prefeitura de Bela Vista de Goiás

Câmera registra momento em que Toro conduzida por adolescente bêbado atinge casal; veja
A caminhonete teria avançado o sinal vermelho e atingido a motocicleta. Com a força da batida, o casal foi arremessado e ficou gravemente ferido.

Eleição de presidente na Assembleia de Deus termina em pancadaria; assista
Briga teria começado após a derrota de um candidato apoiado pelo irmão do pastor Gedeão; caso ganhou repercussão nas redes sociais













