Bruno Pena faz da OAB-GO trampolim para disputar vaga na Alego
Advogado não diz abertamente, mas todo meio político tradicional já sabe de suas intenções de buscar uma cadeira de deputado estadual pelo PCdoB

O advogado Bruno Pena, candidato a presidente da OAB Goiás nas eleições que ocorrem nesta terça-feira (19), tem intenções mais do que claras: aproveitar-se da exposição para fortalecer a busca do seu real objetivo, que é um mandato de deputado estadual – coisa de que não faz segredo, embora não exponha abertamente à classe. Não à toa, carrega cravada no peito a sua marca ideológica, uma tatuagem da foice e do martelo, a sigla do PCdoB.
Mais ou menos na mesma linha doutrinária, ele já tentou um mandato de vereador, pelo PDT, nas eleições de 2004. Na época, o PDT era dominado pela “mãe política” de Pena, a ex-deputada estadual Isaura Lemos. Casada, como se sabe, com o “pai político” de Bruno, o ex-vereador Euler Ivo, ambos hoje donatários do PC do B em Goiás.
Isaura se lançou a vereadora em Goiânia neste ano e não de elegeu. Euler, por sua vez, tentou ser candidato em Aparecida, porém, como está inelegível, ficou no quase. Não é só: a ex-vereadora Tatiana Lemos, filha de Isaura e Euler, também está inelegível por prestação de contas julgada irregular, tendo como advogado de defesa, aliás, Bruno Pena.
Pena seria o caminho que resta para a família Lemos manter seu quinhão. Vivendo e respirando o ar poluído da política tradicional 24 horas por dia, o dito candidato à presidência da OAB-GO com “coragem para mudar” acabou arrastado pelas tretas do meio em que passou a transitar com desembaraço e agora está seduzido a tentar altos voos.
A candidatura à presidência da OAB-GO, portanto, é um balão de ensaio para uma campanha à Assembleia Legislativa em 2026, como herdeiro dos votos dos Lemos.
A eleição para a presidência da OAB-GO, um detalhe apenas para Pena, parece estar decidida, com a reeleição do atual presidente, Rafael Lara, praticamente certa e com larga vantagem.
A incógnita é quem chegará em segundo lugar, com a possibilidade cada vez mais provável do criminalista Pedro Miranda, em carreira solo, superar Bruno Pena, deixando-o e seu grupo (formado por figurar carimbadas da política da OAB-GO como Leon Deniz e Valentina Jungmann) em uma situação pra lá de vexatória.

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