Brasileiros condenados pelo 08/01 estão detidos na Argentina: "Prisão pior que a Papuda"; veja vídeo
Os relatos descrevem condições precárias, incluindo celas sem estrutura sanitária adequada, alimentação insuficiente, falta de higiene, ameaças de outros detentos e ausência de cuidados médicos

Cinco brasileiros condenados pelos ataques antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília, e atualmente detidos na Argentina, denunciam estar sendo vítimas de maus-tratos e violações aos direitos humanos nas prisões do país vizinho. As acusações foram reveladas em reportagem do UOL, que ouviu um dos presos, o motoqueiro Wellington Luiz Firmino, de 35 anos, condenado a 17 anos de prisão pela tentativa de golpe de Estado.
Os relatos descrevem condições de detenção precárias, incluindo celas sem estrutura sanitária adequada, alimentação insuficiente, falta de higiene, ameaças de outros detentos e ausência de cuidados médicos. Todos os cinco brasileiros têm pedidos de extradição emitidos pelo Brasil e, ao mesmo tempo, solicitaram refúgio na Argentina. A Justiça argentina deverá julgar os pedidos ainda neste mês. Até o momento, o governo do presidente Javier Milei e o Judiciário do país não se manifestaram sobre as acusações.
Wellington Firmino, preso no Complexo Penitenciário de Ezeiza, relatou que passou os primeiros 49 dias de sua prisão em uma carceragem na província de Jujuy, onde foi detido ao tentar fugir para o Chile. Ele descreveu o local como "um lugar que não tem o mínimo de direitos humanos", com uma cela solitária sem banheiro, apenas um buraco no chão e um fio d'água para banho.
Embora a estrutura em Ezeiza seja descrita como uma "residência" com dois quartos, sala, cozinha, geladeira e TV, os detentos ainda enfrentam dificuldades, especialmente com relação à saúde. Firmino, que sofreu um acidente de moto antes de ser preso e precisa de uma cirurgia no braço, afirma que seu estado físico piorou e que a penitenciária não autorizou o atendimento médico.
Os relatos dos presos brasileiros levantam sérias preocupações sobre o tratamento dado a eles nas prisões argentinas e a necessidade de uma investigação rigorosa das denúncias de maus-tratos e violações de direitos humanos.

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