Bonecão de maconha e casamento gay: o desfile polêmico da Águia de Ouro
Escola defendeu o enredo “Mokum Amsterdã”, exaltando a liberdade de costumes da capital holandesa

A Águia de Ouro encerrou os desfiles do Grupo Especial de São Paulo com uma viagem libertária por Amsterdã. Com o refrão "Não me leve a mal, eu vou ficar bem louco neste Carnaval", a escola transformou o Anhembi em um pedaço da Holanda, destacando a tolerância e o liberalismo que marcam a cidade europeia.
O ponto alto da apresentação foi um enorme boneco verde que soltava fumaça na avenida, em alusão ao consumo de maconha permitido nos coffee shops de Amsterdã. A escola também recriou o famoso Distrito da Luz Vermelha, com componentes representando profissionais do sexo, e celebrou o casamento homoafetivo.
Apostando em alegorias focadas em efeitos luminosos e na obra de Van Gogh, a Águia preencheu o sambódromo com girassóis, desde os carros alegóricos até as alas das baianas. Com um visual mais simplificado, a agremiação buscou empolgar o público e os jurados através da criatividade e do discurso de autonomia sobre o próprio corpo.

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