Bolsonaro elogia policiais que mataram Lázaro; PM de SP critica polícia de GO
Lázaro foi morto com 30 tiros na manhã de segunda-feira (27) na região de Cocalzinho; bandido matou 4 pessoas da mesma família

O presidente Jair Bolsonaro ironizou críticas a ação da Polícia Militar de Goiás, que matou o serial killer Lázaro Barbosa, bandido que matou 4 pessoas da mesma família em Ceilândia (DF) e aterrorizou moradores da região de Águas Lindas de Goiás durante sua fuga. O bandido já estava fugindo da polícia há 20 dias. Na segunda-feira (27), ele entrou em confronto com policiais da Rondas Ostensivas Táticas Metropolitana (Rotam) e foi atingido por cerca de 30 tiros, dos 125 disparados pelos policiais. O bandido ainda chegou a ser levado ao hospital, mas acabou morrendo.
"Tem gente chorando pelo Lázaro. Ele não morreu de covid, não?!", questionou Bolsonaro, acrescentando que a fala foi retirada de um meme.
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O presidente também elogiou os policiais militares. "Parabéns aos heróis da PM-Go por darem fim ao terror praticado pelo marginal Lázaro, que humilhou e assassinou homens e mulheres a sangue frio. O Brasil agradece! Menos um para amedrontar as famílias de bem. Suas vítimas, sim, não tiveram uma segunda chance", comentou.
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A ação da PM também foi criticada por "especialistas" da área de Segurança Pública. O tenente-coronel da Polícia Militar Adilson Paes, da reserva remunerada de São Paulo, classificou a operação como uma "tragédia".
“A operação foi uma catástrofe, para ser o mais educado possível. Um horror e um atestado de que não vivemos em um estado democrático de direito. Um atestado de que a polícia não sabe seu papel em uma sociedade democrático", destacou em entrevista ao Brasil de Fato.
Foram 20 dias de caçada na mata. Um dia antes de ser morto, Lázaro disse que daria "tiro na cara dos policiais" caso eles tentassem persegui-lo durante a fuga na mata.
270 policiais, entre civis, militares e federais participaram da operação. Cães farejadores e areonaves também foram empregados na caça.
A ficha corrida de Lázaro é longa e constam assassinatos, estupros, fuga de cadeia. Antes da chacina em Ceilândia, ele havia feito uma família refém e forçado duas mulheres a cozinhar para ele, nuas. No dia 9, Lázaro invadiu uma chácara e matou o pai e seus dois filhos (um de 15 anos) e estuprou a mãe dos meninos. Após o estupro, afogou a mulher em um rio perto dali, onde deixou o corpo.

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