Bolsonaro chega ao Brasil sob forte esquema de segurança
Bolsonaro passou pelos procedimentos de imigração junto de outros passageiros, acompanhado por agentes da Polícia Federal

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) chegou ao Brasil por volta das 6h45, em um voo vindo de Orlando que pousou no Aeroporto Internacional de Brasília. O retorno ao país ocorre após uma temporada de 89 dias nos Estados Unidos, em uma viagem que começou nos últimos dias a frente do governo, no final de dezembro do ano passado.
A chegada do voo que traz Bolsonaro foi acompanhada por muitos apoiadores e jornalistas no aeroporto da capital federal, e o ex-presidente desembarcou pelo terminal junto de outros passageiros, vindo em um voo de carreira.
Bolsonaro passou pelos procedimentos de imigração junto de outros passageiros, acompanhado por agentes da Polícia Federal.
Segundo imagens publicadas pela BandNews FM nas redes sociais, dezenas de apoiadores de Bolsonaro aguardam a saída na área de desembarque do aeroporto com palavras de apoio a ele e contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No entanto, informações preliminares apontam que ele será direcionado a sair por um caminho alternativo para evitar tumultos que afetem as operações do terminal.
Desde o meio da madrugada, os acessos ao terminal são monitorados pelas forças de segurança do DF para conter possíveis manifestações. Um dos principais acessos ao aeroporto foi fechado pela Polícia Militar, que controlava a entrada à área do terminal.
As primeiras informações do dia apontam que um ônibus com apoiadores que tentava acessar a área do aeroporto foi bloqueado pela PM.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública do DF, a Polícia Federal acompanhou Bolsonaro desde a saída do avião até a saída do aeroporto, e a PM faz a escolta do ex-presidente pelas ruas de Brasília até o destino final, possivelmente a sede do PL segundo informou o partido na quarta (29).
Apoiadores começam a chegar na sede do PL
Enquanto Bolsonaro desembarcava no Aeroporto Internacional de Brasília, apoiadores do ex-presidente já começavam a chegar na sede do PL, em Brasília. Políticos e correligionários também, como os deputados Hélio Lopes (PL-RJ), Ricardo Salles (PL-SP) e General Girão (PL-RN) e os senadores Jaime Bagattoli (PL-RO), Marcos do Val (PP-PI) e Ciro Nogueira (PP-PI).
O movimento no Complexo 21 ainda é pequeno, mas com policiamento reforçado. O PL informou que Bolsonaro será recebido pela esposa, Michelle Bolsonaro, pelo presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, pelo secretário de Relações Institucionais do partido, general Braga Netto, entre outras autoridades.
Ainda de acordo com o partido, não está previsto qualquer evento ou fala do ex-presidente nesta quinta (30). Ele deverá receber cumprimentos de parlamentares do PL e de outras autoridades num espaço reservado dentro do Complexo Brasil 21, com acesso restrito. O encontro será fechado.
Na semana que vem, Jair Bolsonaro assume formalmente a função de Presidente de Honra do Partido Liberal e deverá despachar normalmente em seu escritório, diz o partido.
Bolsonaro no Brasil
Pouco antes de embarcar de volta ao Brasil, Bolsonaro disse à CNN Brasil que viajou aos Estados Unidos dias antes da posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por um “sentimento muito forte no Brasil de indignação sem ninguém fazendo uma oposição”, disse.
Nestes primeiros dias em Brasília, Bolsonaro deve se dedicar à família e começar a trabalhar na oposição com o PL a partir da semana que vem. A expectativa é de que ele percorra o país em uma agenda de viagens e se reúna com prefeitos, governadores, empresários e com parlamentares das bancadas do partido e da oposição na Câmara e no Senado. Por ora, contudo, ainda não há datas ou maiores definições estratégicas de suas atividades.
Governo minimizou volta de Bolsonaro ao Brasil
Embora as autoridades de segurança do Distrito Federal tenham montado um forte esquema de policiamento desde a chegada de Bolsonaro ao aeroporto até a sede do PL, com monitoramento inclusive da Esplanada dos Ministérios, o governo minimizou o retorno do ex-presidente ao Brasil.
O ministro Alexandre Padilha, das Relações Institucionais, disse que o governo "não tem que ver nada" quando foi questionado por jornalistas sobre como vê a volta do ex-presidente. A declaração foi dada na manhã desta quarta (29) após uma reunião com Lula no Palácio da Alvorada.
Segundo Padilha, o governo não tem que se pronunciar sobre o ex-presidente e que compete a ele se pronunciar sobre acontecimentos como o 8 de janeiro e os presentes recebidos pelo governo saudita.

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