Bolsonaristas bloqueiam trechos da BR-163 em Mato Grosso
Equipes da PRF atuam em Sinop e Lucas do Rio Verde, a 503 e 360 km de Cuiabá, e acabaram com atos antidemocráticos e em Nova Mutum, a 269 km da capital.

Depois dos atos terroristas de bolsonaristas extremistas e a invasão do Congresso Nacional, em Brasília, apoiadores do ex-presidente bloquearam trechos da BR-163 em Mato Grosso na tarde deste domingo (8).
De acordo com a concessionária que administra a rodovia, manifestantes golpistas estão no km 816, em Sinop, a 503 km de Cuiabá, e no km 689, em Lucas do Rio Verde, a 360 km da capital.
Os bloqueios realizados no km 686 em Lucas e no km 269 em Nova Mutum, a 269 km de Cuiabá, foram dispersados pela Polícia Rodoviária Federal.
Nos locais, atearam fogo em pneus para impedir que veículos passassem, conforme vídeos que circulam pelas redes sociais. A informação é de que apenas ambulâncias podem seguir viagem.
“Faremos tudo o que for necessário, dentro da legalidade, para garantir o direito de vir das pessoas. Estamos fazendo todo o recrutamento, reescalonando a equipe, reforçando para que, em poucas horas, teremos o domínio das rodovias do nosso estado”, afirmou o superintendente da PRF em Mato Grosso, Francisco Élcio Lucena.
A Rota do Oeste Informou que segue acompanhando, sem interferência, as manifestações com foco na segurança viária.
O secretário de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), coronel César Roveri, informou por meio de nota que as equipes de forças estaduais foram designadas para atuar em parceria com a PRF nos locais onde já foram identificadas concentrações bolsonatistas. Informou, ainda, que o serviço de inteligência está acompanhando as manifestações e deve apoiar a Sesp em ações necessárias para o desbloqueio.
“Além disso, o Comitê de Gerenciamento de Crise já foi instalado para definir as próximas ações, pois o Governo de Mato Grosso não compactua com movimentos que impedem o ir e vir do cidadão”, disse.
Retomada do movimento golpista
Mato Grosso não registrava bloqueios em rodovias federais desde novembro. No momento com maior número de atos golpistas no estado, mais de 30 pontos foram fechados por pessoas insatisfeitas com o resultado das eleições e que, por isso, pedem intervenção militar - o que é crime.
Durante os atos, a PRF apreendeu explosivos, identificou tentativas de derrubas pontes e registrou o ataque a uma base da concessionária.
Participações em Brasília
Relatório da Polícia Civil do Distrito Federal enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) apontou que dos 116 caminhões que participaram de atos antidemocráticos em novembro em Brasília, principalmente nas proximidades do Quartel General do Exército Brasileiro, 50 veículos eram de Mato Grosso.
Os caminhões estão registrados no CNPJ de empresas que figuram entre as 43 pessoas jurídicas e físicas que tiveram as contas bloqueadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, por suspeita de financiar e organizar as manifestações em Brasília e no estado.
Das 28 empresas mato-grossenses listadas, 14 tiveram o bloqueio financeiro determinado. Entre elas, cinco fizeram doações à campanhada para reeleição de Jair Bolsonaro (PL).
Veja vídeo:

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