Bebê é abandonado pela mãe, "recusado" pela vó e vive há mais de um ano num cercadinho no Hugol
O menino chegou ao hospital em dezembro de 2023, quando passou por uma cirurgia cardíaca, mas, depois do abandono maternal, a avó da criança também recusou receber a criança

Um menino de apenas um ano e oito meses tem passado mais de um ano vivendo em um cercadinho dentro da UTI do Hospital de Urgências Governador Otávio Lage (HUGOL), mesmo sem a necessidade de cuidados intensivos. O motivo dessa espera angustiante é a busca por um abrigo que possa acolher a criança, que, após uma cirurgia cardíaca, foi abandonado pela mãe, que alega não ter condições de cuidar do filho, e foi recusado pela vó.
História do Abandono
O menino chegou ao HUGOL em dezembro de 2023, proveniente da cidade de Nazário, onde o hospital local não oferecia o procedimento necessário. Segundo Vanessa Assis, conselheira tutelar envolvida no caso, a mãe começou a fazer visitas após a cirurgia, mas logo se afastou.
“Inicialmente, a mãe continuava a visitar, mas acabou se negando e pediu autorização para sair, alegando não ter condições de ficar. Desde abril, ela não comparece mais ao hospital”, relatou Assis.
A situação do menino é delicada; ele se encontra em um cercadinho no HUGOL, apto a receber alta hospitalar, mas sem um lar para ir. O Conselho Tutelar elaborou relatórios e comunicou as autoridades competentes, incluindo o Juizado da Infância e Juventude e o Ministério Público, solicitando o acolhimento institucional da criança.
O futuro do menino depende de uma avaliação cuidadosa das possibilidades de acolhimento por parte da família. O juizado irá contactar parentes até o terceiro grau para verificar se alguém se apresenta como apto a cuidar da criança.
“O acolhimento institucional é considerado apenas em último caso”, explicou Assis. A avó do menino já foi procurada, mas também se negou a acolhê-lo.
Se a família não demonstrar interesse, o menino será colocado para adoção, um desfecho que poderia ser evitado, considerando que a família, segundo informações do Conselho Tutelar, é muito carente e apresenta um histórico complicado.
Além disso, a família pode ser responsabilizada por abandono e negligência. O processo tramita junto ao Juizado da Infância e Juventude e ao Ministério Público, que devem investigar as condições que levaram a essa situação.

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