Avó tapava boca de netas para não serem encontradas em mata
Isabella Silva Fernandes, 11 anos, teria relatado ao pai detalhes dos dias que ficaram escondidas numa região de mata de Goianápolis.

A menina Isabella Silva Fernandes, 11 anos, teria contado ao pai, que a avó Tasmania Silva de Lucena Soares, 45, tapava sua boca para que não pedisse socorro, todas às vezes que ouviu movimentação de pessoas, durante os sete dias que estavam “desaparecidas” na mata, zona rural de Goianápolis (50 km de Goiânia).
Tasmania e as netas Isabella e Julia Silva Fernandes, 6, foram encontradas na quarta-feira (06), momento em que Isabella andava nas proximidades da fazenda e foi reconhecida por um adolescente que ofereceu ajuda, a levou para casa e, com ajuda de outros familiares, acionou a Polícia Militar (PM).
“Só que no momento que a gente ia pedir socorro, a vovó acabava tapando a nossa boca”, teria dito a menina ao pai.
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Para convencer as crianças ficarem escondidas na mata, a mulher teria dito que estavam sendo perseguidas por um “pai do mato”, que queria matá-las. As informações são do site Metrópoles.
O delegado da Polícia Civil, Rodrigo Arana, responsável pelo inquérito, um laudo psiquiátrico preliminar, realizado na unidade de saúde, indicou o encaminhamento de Tasmania para tratamento psiquiátrico em clínica especializada. Exames complementares, no entanto, serão necessários para diagnosticar a real situação das faculdades mentais a fim de apurar os reais motivos que levaram a mulher a cometer o ato.
Da mesma forma, as duas garotas serão submetidas a escuta especializada para poderem relatar todos os fatos ocorridos na semana em que permanecem desaparecidas na companhia da avó.
Relembre o caso
As duas irmãs e a avó desapareceram no dia 30 de março, após saírem para comprar presentes.
Segundo o delegado, a mãe das crianças deixou as meninas com Tasmania para a compra e combinou de retornar dentro de uma hora para buscá-las. No entanto, a genitora não mais encontrou as meninas ao retornar ao local e não conseguiu mais nenhum contato com a mãe, que já tinha histórico de desaparecimento anterior e episódio de depressão.
Desde então, teve início um trabalho de buscas pelas crianças envolvendo as forças de segurança do estado.
No dia do desaparecimento, a mãe registrou um boletim de ocorrência na 1ª Delegacia de Polícia de Anápolis, que progrediu com as investigações até a localização das meninas. As três foram encontradas depois que a criança mais velha se desgarrou de Tasmania e foi acolhida em uma propriedade na zona rural de Goianápolis. Lá, os moradores e funcionários ligaram para a Polícia Militar, que foi ao local e seguiu com a menina até a localização da mulher e da irmã caçula.

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