Aumento “sem explicação” dos preços da gasolina e do etanol na Grande Goiânia vira alvo da Polícia
Delegacia do Consumidor (Decon) abriu inquérito para apurar essa alta com indícios de reajuste abusivo que chega a R$ 0,80 de “uma hora para outra” sem justificativa

O aumento “repentino” e “sem explicação” no preço da gasolina e do etanol na Grande Goiânia, que já é alvo de investigação do Procon, que aponta suposta formação de cartel, agora ganhou a “atenção” da Polícia Civil, já que a Delegacia do Consumidor (Decon) abriu inquérito para apurar essa alta com indícios de reajuste abusivo.
O trabalho do Procon Goiás, que tem intensificado a fiscalização junto aos postos de combustíveis localizados em todo o Estado desde que foi verificada a alta atípica nos preços da gasolina comum e do etanol, ligou o alerta da Decon.
Fiscais do órgão iniciaram uma força-tarefa e já percorreram 111 estabelecimentos comerciais, sendo 92 postos de combustíveis e 9 distribuidoras com o objetivo de apurar o motivo desse aumento.
A ação teve início no último dia 12 de setembro, após várias denúncias de consumidores.
Os fiscais constataram o litro da gasolina sendo comercializado a R$5,27 e do etanol a R$3,67. A elevação chegou a até R$,080 por litro. Não houve aumento da Petrobras que justifique a elevação nos preços.
De acordo com o superintendente do Procon Goiás, Levy Rafael, o aumento repentino será rigorosamente apurado, uma vez que não houve reajuste nos preços por parte da Petrobras após a redução do ICMS.
A força-tarefa agora é formada por, além dos fiscais do Procon, agentes da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros.
O grupo voltou aos postos já fiscalizados pelo Procon, onde foram constatados indícios de aumento abusivo.
O superintendente do Procon explica que o Serviço de Inteligência identificou que vários postos subiram os preços simultaneamente e ao mesmo percentual, o que pode dar a conotação de “formação de cartel”.
“Nós fizemos os cálculos e constatamos e constatamos que o lucro bruto em relação à gasolina subiu para 42% e do etanol 21%, portanto, resta o flagrante pelo aumento excessivo sem justificativa”, explicou Levy Rafael.
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O delegado da Decon, Webert Leonardo relata que pelo menos o crime de “falsa informação em relação à qualidade do produto” foi identificado em um dos postos, já que foi identificada irregularidade em relação ao preço, que é os 70% do etanol na gasolina, com informações divergentes ao consumidor.
O Sindiposto nega qualquer irregularidade da atividade dos postos de combustíveis em relação à elevação dos preços dos últimos dias.
“A atividade dos postos de combustíveis já foi amplamente investigada em Goiás e não foi identificado nenhum indício de formação de cartel ou de margem abusiva nos preços praticados”, defendeu o presidente do Sindiposto, Márcio Andrade.
Até o momento, foram fiscalizadas as cidades de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Goianira e Senador Canedo. Na capital, dois postos foram autuados, um deles por divergência de preços (valor exposto aos consumidores diferente do cobrado na bomba) e o outro por falta de informações em relação aos tributos que incidem sobre os combustíveis.
Caso segue em investigação.

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