Apreensão de mercadorias termina em confusão e denúncia de truculência no Terminal Padre Pelágio
Fiscais da Prefeitura recolheram produtos de vendedora de café sob protestos de passageiros

A manhã desta quinta-feira (26) foi marcada por cenas de tensão e correria no Terminal Padre Pelágio, um dos pontos de maior circulação de passageiros da capital. Uma operação de fiscalização para a apreensão de mercadorias irregulares terminou em um grande tumulto, com usuários do transporte coletivo acusando agentes da prefeitura de agirem de forma "ostensiva e agressiva" contra uma trabalhadora informal.
De acordo com testemunhas que presenciaram a cena, a confusão começou quando fiscais da Secretaria Municipal de Planejamento Estratégico tentaram confiscar as sacolas de uma mulher que vendia café e pães no local. Vídeos gravados por populares e que circulam nas redes sociais mostram o momento em que os agentes cercam a vendedora.
Passageiros que aguardavam ônibus afirmaram que a mulher já estava se retirando do terminal quando os fiscais correram atrás dela para efetuar a apreensão. Houve resistência por parte da vendedora, o que inflamou os ânimos de quem passava pelo local. Populares começaram a gritar em defesa da trabalhadora, criticando o rigor da abordagem. Para conter a aglomeração e garantir a continuidade da ação, equipes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e da Polícia Militar (PM) foram enviadas ao terminal, aumentando a sensação de apreensão entre os usuários.
Procurada pelo G5 News, a Secretaria Municipal de Eficiência (Sefic) enviou nota oficial justificando que a operação faz parte de um cronograma de ordenamento para a entrega da revitalização do Terminal Padre Pelágio, prevista para ocorrer nesta sexta-feira (27). Segundo a pasta, o objetivo é garantir um espaço organizado, seguro e com fluidez na circulação para a população.
A Sefic esclareceu que a Secretaria de Assistência Social realizou abordagens prévias com os vendedores irregulares que atuavam no local, oferecendo apoio e encaminhamento para oportunidades de emprego. A prefeitura alega que as apreensões ocorreram apenas em casos de reincidência e recusa em cumprir a desocupação das áreas internas e das calçadas do entorno.
De acordo com a nota, foram identificadas estruturas montadas nas calçadas que ocupavam praticamente toda a largura disponível, obrigando pedestres a transitarem pela rua e dificultando a circulação de idosos e pessoas com deficiência. "A ação tem como foco garantir o direito de ir e vir da população, assegurando acessibilidade e segurança", destacou a secretaria.
As mercadorias recolhidas durante a manhã de quinta-feira foram encaminhadas ao depósito municipal e, segundo a prefeitura, podem ser recuperadas pelos proprietários conforme os trâmites legais.

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