Após alta do hospital, um dos adolescentes esfaqueados na porta da escola presta depoimento; confira
O delegado Wllisses Valentim foi ao endereço da vítima, em Anápolis, conversou com o menor, que explicou sua versão dos fatos, motivação e circunstâncias no momento do crime.

Pedro Henrique, 14 anos, uma das vítimas agredidas a facadas na porta da Escola Leiny Lopes, bairro Calixtópolis, em Anápolis (55 km da Capital), recebeu alta do Hospital Estadual (Heana), na manhã dessa quarta-feira (21), voltou para casa e já prestou depoimento à Polícia Civil, onde conta sua versão sobre o crime.
O menor deu entrada no Heana, passou por cirurgia para conter uma hemorragia interna, ainda na tarde dessa terça-feira (20), quando foi vítima do crime, e recebeu alta hospitalar na manhã dessa quarta-feira (21).
O delegado Wllisses Valentin foi à casa do menor colher o depoimento, que é considerado essencial para a conclusão do inquérito.
Pedro Henrique confirmou que a briga começou realmente durante à noite anterior, quando os outros dois estudantes começaram a se desentender durante o jogo on-line, teve xingamentos e marcaram a briga na porta da escola no dia seguinte.
“Sabia que essa briga ia rolar por causa de uma live ontem. Tava começando lá aí os dois começaram a se xingar e já marcou essa briga”, contou o adolescente.
As imagens divulgadas anteriormente mostra o momento em que a confusão começa na porta da escola, vira uma briga generalizada e a mãe de um dos menores, armada com martelo, leva o filho mais velho, armado com faca, para defender o menor da família.
“Quando eu tava descendo pra tentar correr, esse Kaio só me pegou e deu uma facada em mim. Só que na hora que eu tomei a facada eu não percebi", contou Pedro Henrique.
Sobre o estado de saúde, o menor relatou que a facada na barriga não foi tão profunda, mas que teria acertado um nervo, causado hemorragia interna e passado por cirurgia para drenar o volume de sangue que foi parar no pulmão.
"Facada não foi muito profunda, mas se eu não me engano, cortou um nervo. Só que tinha muito sangue no meu pulmão e tive que fazer cirurgia", relatou o menor.
Com o depoimento, o delegado Wllisses Valentim confirmou que a briga foi instigada por uma discussão durante uma transmissão ao vivo de um jogo online.
“Os meninos fizeram uma live ontem em um joguinho online e, no meio da live, outro garoto entrou e começou a fazer ofensas. Então, eles combinaram de se encontrar na saída da escola, hoje, para resolver essas diferenças. Na saída da escola houve essa briga”, explicou.
A Polícia Civil informou que a mãe envolvida, 43 anos, e seus dois filhos, 15 e 20 anos, foram levados para a Central de Flagrantes de Anápolis. Eles são suspeitos de terem matado o estudante de 14 anos e ferido outros dois adolescentes. A Polícia Militar divulgou um vídeo em que o suspeito de 20 anos confessa o crime, afirmando que agiu para defender a si, o irmão e a mãe.
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Entenda o caso
O crime aconteceu no início da tarde de terça-feira (20), próximo ao Colégio Estadual Leiny Lopes de Souza, no bairro Calixtópolis. De acordo com o delegado, o irmão mais velho de um dos adolescentes que estava participando da briga chegou ao local acompanhado da mãe para tirar satisfação com os estudantes.
A mulher, de 43 anos, segurava um martelo e o rapaz, de 20, estava com uma faca
As imagens mostram um grupo de alunos reunidos próximo à escola. A mulher, que segura um martelo, se aproxima acompanhada dos dois filhos. Ela começa a falar com o grupo, como se estivesse tirando satisfação sobre alguma coisa.
Momentos depois, os ânimos se afloram e os dois filhos da mulher começam a brigar com os estudantes. A mulher também entra no meio da briga e em alguns momentos até a ameaça os garotos com o martelo.
Mãe e filhos acabaram atingindo três estudantes. Um deles morreu na hora e os outros dois foram internados no Hospital Estadual de Anápolis Dr. Henrique Santillo (Heana).

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