Ambulâncias do Samu com “UTI” ficam sem operação nesta segunda por falta de médicos
Secretaria de Saúde da Capital diz que quatro dos sete médicos escalados para trabalhar nesta segunda-feira (13) estão de atestado médico e não tem profissional para substituir

O “caos” na Saúde de Goiânia, envolvendo o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), ganhou um grave capítulo nesta segunda-feira (3). As ambulâncias que possuem equipamentos de UTI, aquelas para pacientes com estado de saúde mais grave, não estão funcionando por falta de médicos para atendimento.
Os próprios servidores, que não serão identificados, relatam que nunca viram numa segunda-feira como esta todas as ambulâncias de “suporte avançado” fora de operação.
Nesse caso, segundo esses servidores, o problema é a falta de médicos. Eles explicam que essas unidades do Samu funcionam como uma “UTI móvel”, que atendes aqueles pacientes com maior gravidade, mas que nesta segunda, por falta desses profissionais, essas ambulâncias estão “baixadas”.
A crise do Samu em Goiânia vem se agravando desde o início do ano, quando foram flagradas outras ambulâncias sem operação, estragadas. Porém, com a Secretaria de Saúde informando ao Governo Federal que todas as unidades estavam em operação e com isso continuando a receber recursos “indevidamente” para manutenção do serviço, que não estava acontecendo.
Com isso, a Saúde de Goiânia é investigada por suposta fraude ao Ministério da Saúde.
Com a investigação, a Saúde de Goiânia, referente às ambulâncias paradas no caso da suposta fraude, teve um corte no recurso recebido do Governo Federal num montante de R$ 2 milhões.
Outro problema no Samu é a dificuldade para abastecimento para atendimento das ocorrências, já que tem faltado saldo nos cartões para pagamento do combustível.
Ainda que os contratos de pelo menos 10 médicos do Samu, que venceram no fim de abril, não foram renovados. A prefeitura teria optado para mudar a forma de contratação, agora feita por intermédio de uma empresa contratada para o serviço. Ou seja, a prefeitura quer contratar uma empresa especializada nesse tipo de serviço que já tenha os médicos no seu quadro de funcionários, assim a saúde da Capital deixa de fazer a contratação direta dos profissionais.
Atualmente, Goiânia tem três médicos que trabalham na regulação do Samu, ou seja, fazem o atendimento por telefone quando acionados para socorro. E nenhum profissional que faça o atendimento nas ambulâncias, por isso, as viaturas seguem paradas nesta segunda-feira (13).
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Outro lado
A Secretaria de Saúde diz que dos sete médicos escalados para atendimento no Samu desta segunda-feira (13), durante o dia, quatro teriam avisado que estão de atestado. Ressaltou ainda que para evitar esse tipo de imprevisto, que desarticula a rede de atendimento à população, trabalha para mudar o modelo de funcionamento do Samu.

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