Aeronave que caiu com Marília Mendonça foi retirada de cachoeira
Foram necessários um guincho de 200 kg e um caminhão para a conclusão do trabalho na zona rural de Caratinga neste domingo (07).

Os destroços do avião bimotor Beech Aircraft King Air, prefixo PT-ONJ, que caiu sobre cachoeira na zona rural de Piedade de Caratinga, em Minas Gerais, e matou a cantora sertaneja Marília Mendonça, foi retirado do local do acidente neste domingo (07), após todo o trabalho de perícia do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que apura as causas da tragédia.
Além da cantora, morreram no acidente o tio e assessor Abicieli Silveira Dias Filho, o produtor Henrique Ribeiro, o piloto Geraldo Martins de Medeiros e o copiloto Tarciso Pessoa Viana. Todos foram velados e sepultados neste final de semana.
Para o trabalho de retirada dos destroços foi necessário o uso de um caminhão e um guincho de arrasto de 200 toneladas para arrastar o avião da cachoeira, ainda assim, os trabalhadores tiveram muita dificuldade, mas conseguiram concluir o serviço.
O King Air pertence à PEC Táxi Aéreo, de Goiânia, GO. Em nota, a empresa lamentou “profundamente” o trágico acidente e ressaltou que a aeronave era “devidamente homologada pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) para transportes aéreo de passageiros e a tripulação, piloto e copiloto, tinha grande experiência de voo, além de as condições meteorológicas estarem favoráveis”.
A PEC acrescentou que as causas do acidente ainda são incertas, mas serão apuradas. Ainda se colou à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.
Causas do acidente
A Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) confirmou que o bimotor atingiu uma linha de distribuição de alta tensão antes de cair, a apenas quatro km aeródromo. De acordo com a concessionária, o cabo atingido se trata de um “para-raios” e, consequentemente, não fica energizado.
Ainda foi investigado que outros pilotos já haviam apontado que a torre de linha de transmissão elétrica instaladas na região atrapalhava as aeronaves que precisavam pousar no aeródromo de Caratinga. Entretanto, a Cemig afirmou que os equipamentos estão fora da zona de proteção aéreo e a torre instalada de forma regular.
O Cenipa segue apurando o acidente, além da perícia no local, ainda devem ouvir testemunhas e fazer novas análises nos destroços apreendidos na cachoeira.
O acidente
O avião que caiu sobre uma cachoeira e matou a cantora sertaneja Marília Mendonça, 26 anos, e outras quatro pessoas, produtor, assessor, piloto e copiloto, em Caratinga, Minas Gerais, na tarde desta sexta-feira (05), é um bimotor Beech Aircraft, prefixo PT-ONJ, contratado para serviço de Táxi Aéreo em um aeroporto de Goiânia com destino a Caratinga, onde realizariam um show nesta noite.
Populares da região teriam relatado que viram o bimotor em “movimentação estranha no ar” em rotação e, que em determinado momento, uma peça teria caído antes da queda do avião.
A cantora, que embarcou por volta das 14h, teria o costume de viajar em aviões de porte maior, porém, houve a necessidade da viagem em um bimotor devido ao tamanho, peso e dimensões para o pouso numa pista menor, como no caso de cidades menores, como Caratinga.
"Com imenso pesar, confirmamos a morte da cantora Marília Mendonça, seu produtor Henrique Ribeiro, seu tio e assessor Abicieli Silveira Dias Filho, do piloto e co-piloto do avião, os quais iremos preservar os nomes neste momento. O avião decolou de Goiânia com destino a Caratinga/MG, onde Marília teria uma apresentação esta noite. De momento, são estas as informações que temos", informou a assessoria em nota na sexta-feira (05).
Veja vídeo publicado pelo UOL

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