Advogado chama desembargadora de jumenta e falta audiência para "trepar"
O jursita faltou a audiência, marcada para esta quinta-feira (23) e pediu o adiamento, justificando que tinha um encontro para fazer sexo

As ofensas começaram quando um advogado comparou uma desembargadora a um jumento depois que a magistrada indeferiu um pedido liminar de habeas corpus feito por uma cliente do homem. A desembargadora entrou com um processo, o jursita faltou a audiência, marcada para esta quinta-feira (23) e pediu o adiamento, justificando que tinha um encontro para fazer sexo.
"A parte [...] necessita de todo o dia de hoje (e se Deus ajudar para que ele não falhe, toda a noite) a fim de se dedicar à prática do coito, ou seja, o sexo – vulgarmente também conhecido como “trepada”", escreveu o advogado no pedido de adiamento.
O pedido de soltura solicitava que a cliente fosse colocada imediatamente em liberdade ou que a prisão preventiva dela fosse substituída por prisão domiciliar. Na ocasião, a desembargadora indeferiu o pedido da cliente do advogado em uma decisão de quatro páginas em que solicitou que mais informações fossem prestadas no processo.
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Em seguida, o advogado respondeu com uma petição classificada como "urgente", dizendo que bastaria que a desembargadora tivesse dito "indefiro", alegando que ela não sabia do que se tratava a situação.
"A decisão não impressiona a ninguém. O lamento é pelo fato de ter colocado num plantão judiciário sobre matéria criminal quem entende tanto de matéria de Direito Criminal quanto um jumento entende de viagem espacial", escreveu o advogado.
Além dos prints anexados, o advogado tentou justificar seu pedido alegando que seria um "sobrevivente da Covid-19" e com um documento assinado por uma médica, dizendo que ele seria portador de arritmia grave e outras doenças.
"Em razão do diagnóstico acima descrito, é unânime que a classe médica do mundo inteiro e cientistas de outras áreas do conhecimento humano, recomendam a prática do prazer sexual", escreveu o advogado.
Ele ainda disse que, "em razão de sua disputadíssima agenda", que era inviável o adiamento desse "tratamento terapêutico". Apesar do pedido de adiamento do advogado, a defesa da desembargadora explicou que ela compareceu à audiência e que a sessão foi realizada.

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