Advogada acusada por tortura e agiotagem era presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB
Tatiane Meireles assumiu a presidência da Comissão de Direitos Humanos da OAB de Luziânia em agosto deste ano

Uma operação da Polícia Civil na manhã desta sexta-feira (1º) resultou na prisão da advogada Tatiane Meireles, que até então ocupava a presidência da Comissão de Direitos Humanos da OAB na subseção de Luziânia. Ela foi detida ao lado do marido, Herbert “Mike” Póvoa (PL), sob suspeita de extorsão, tortura e agiotagem.
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o casal agredindo fisicamente um suposto devedor, ainda não identificado. Nas imagens, Tatiane aparece portando um taco de baseball, utilizando-o para desferir golpes, enquanto Póvoa aplica chutes e profere ameaças e xingamentos à vítima.
Segundo investigadores, as agressões teriam sido motivadas por uma dívida não quitada — o que reforça a suspeita de prática de agiotagem por parte do casal.
Da Comissão de Direitos Humanos para o centro do escândalo
Tatiane Meireles assumiu a presidência da Comissão de Direitos Humanos da OAB de Luziânia em agosto deste ano. O contraste entre o cargo ocupado e as imagens divulgadas causou indignação entre membros da Ordem e levou a uma reação imediata da entidade.
A subseção da OAB determinou o afastamento preventivo da advogada e informou que instaurará um procedimento ético-disciplinar para apuração rigorosa dos fatos.
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Nota oficial da OAB-GO
“A conduta relatada é absolutamente incompatível com a ética, a dignidade e os princípios que regem a advocacia (...). A OAB-GO deixa claro que não compactua com quaisquer práticas de violência, abuso ou desvio de finalidade no exercício da advocacia.”
A entidade também destacou que o processo seguirá o devido rito legal, com direito ao contraditório e à ampla defesa.
A prisão do casal repercutiu fortemente entre advogados e autoridades locais, sobretudo pelo fato de a acusada representar justamente a área de defesa dos direitos humanos. Nas redes sociais, internautas classificaram o caso como um “paradoxo jurídico” e criticaram o que chamaram de “hipocrisia institucional”.
A Polícia Civil ainda apura se há outras possíveis vítimas do esquema. O material colhido — incluindo o vídeo da agressão — deve embasar pedidos de novas diligências e possíveis denúncias adicionais.
O que pode acontecer agora
Tatiane e Póvoa podem responder pelos crimes de:
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T0rtur4 (Lei nº 9.455/1997)
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Ext0rsã0 (Art. 158 do Código Penal)
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Agi0t4g3m — prática enquadrada como crime contra a economia popular
Se condenados, podem enfrentar penas superiores a 10 anos de prisão, além da perda do registro profissional e inelegibilidade.

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