Advogada acusada de racismo volta a Buenos Aires
Agostina Páez pagou caução e se despediu do Brasil após polêmica em Ipanema.

A advogada e influencer argentina Agostina Páez retornou a Buenos Aires, Argentina, após ser acusada de racismo em um bar em Ipanema, Rio de Janeiro. A influencer pagou uma caução de 60 salários mínimos, equivalente a cerca de R$ 97 mil, o que possibilitou sua saída do Brasil.
No dia anterior ao seu retorno, Páez retirou a tornozeleira eletrônica imposta pelas autoridades brasileiras. Apesar de estar de volta ao seu país, ela ainda responde pelo crime no Brasil, que é considerado grave.
Em declaração a jornalistas na chegada à capital argentina, Páez afirmou ter passado por um “calvário” durante sua estadia no Brasil. Ela demonstrou arrependimento por suas ações no incidente, mas negou ser racista. A advogada criticou a severidade das leis brasileiras e aconselhou turistas a se familiarizarem com as normas do país antes de suas viagens.
O julgamento da advogada teve início em 24 de março. A defesa e o Ministério Público do Rio de Janeiro concordaram que, caso condenada, ela cumpriria pena em seu país de origem. O crime de injúria racial no Brasil é tratado com rigor, com penas que variam de 2 a 5 anos de prisão.
Páez foi presa no dia 6 de fevereiro, mas liberada poucas horas depois. Desde então, enfrentou restrições, como a retenção de passaporte e proibição de deixar o país, além do uso da tornozeleira eletrônica. A autorização para sua volta foi concedida pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro no dia 31 de março.
Ela expressou sua insatisfação em relação à repercussão do caso, afirmando que não teve sua versão da história divulgada, o que a levou a se sentir como “inimiga pública” no Brasil.

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