Advogada acusada de matar família do ex bebeu acetona para morrer antes de ser presa
Em coletiva na manhã desta quinta-feira (21), o delegado Carlos Alfama relatou que a polícia recebei informações de que Amanda Partata teria tentado contra a própria vida

O andamento das investigações sobre o duplo homicídio, supostamente, cometido pela advogada Amanda Partata, acusada e presa pelo envenenamento de Leonardo Pereira Alves, 58 anos, e Luzia Tereza Alves, 86, pai e avó do ex-namorado, apontam que ela teria tentado suicídio durante atendimento médico num hospital de Aparecida, na terça-feira (19), quando teria tomado uma “overdose” de medicamentos e bebido acetona.
De acordo com o delegado Carlos Alfama, da Delegacia de Investigações de Homicídios (DIH) de Aparecida de Goiânia, informações encaminhadas dão conta de que Amanda teria dado entrada para atendimento médico no hospital terça-feira (19). Na unidade de saúde, teria ficado internada e durante o pernoite teria ingerido uma grande quantidade de medicamentos e bebido acetona.
No entanto, foi socorrida, medicada e colocada fora de perigo. No fim da manhã de quarta-feira (20), Amanda recebei alta médica, mas familiares decidiram por internar numa clínica psiquiátrica, onde deu entrada por volta do meio dia e ficou até às 18 horas, quando foi alvo do mandado de prisão cumprido pela Delegacia de Homicídios.
O delegado Carlos Alfama analisa que, no horário da suposta tentativa de suicídio, Amanda ainda não tinha conhecimento do mandado de prisão, ou seja, não sabia que seria presa. De tal modo que, se realmente tentou se matar, a ação pode ser em decorrência das consequências que sabe que vai enfrentar perante a Justiça pelo crime que teria cometido.
“A informações que nós tivemos é de que ela tentou o suicídio. Talvez por medo das consequências das ações. E a tentativa de suicídio teria acontecido antes de saber que seria presa, antes de saber do mandado de prisão. Imagino que pelo panorama da investigação, ela previu as consequências do que fez. Claro que isso é uma análise subjetiva da minha parte, o fato é que ela foi presa numa clínica de psiquiatria”, explicou o delegado Alfama.
Após a prisão, Amanda Partata foi encaminhada à Delegacia de Homicídios de Aparecida, prestou novo depoimento, agora no papel de suspeita pelo crime e, em seguida, encaminhada para unidade prisional de Aparecida, onde é mantida à disposição da Justiça.
Entenda
A investigada pela morte por envenenamento de, Leonardo Pereira Alves, de 58 anos, e Luzia Tereza Alves, de 86 anos, mãe e filho, a advogada Amanda Partata, chegou à Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH), negando que tenha cometido o crime na tarde desta quarta-feira (20), quando foi presa.
O inquérito policial tem mais de 150 páginas de uma investigação minuciosa. De acordo com as investigações, apesar da exposição dos doces, a apuração aponta que um suco que Amanda teria levado para a casa da família, na manhã de domingo. pode ser o alimento envenenado.
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As mortes
Leonardo Pereira Alves, de 58 anos, morreu no domingo (17), após passar mal e ser internado com dores abdominais, vômitos e diarreia. Já Luzia Alves, de 86 anos, teve a morte confirmada pela família na madrugada de segunda-feira (18). Ela estava internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas não resistiu.
Ambos comeram algum alimento por volta de 10h, que pode estar diretamente ligado às mortes e começaram a passar mal duas horas depois.
O possível alimento envenenado teria sido levado à casa da família por Amanda, que mantinha uma relação com a família, já que estava supostamente grávida do filho de Leonardo, e foi no domingo de manhã fazer uma “visita”.
Além de Leonardo e Luzia, no domingo Amanda, supostamente, também teria passado mal após o café da manhã, mas diferente das vítimas, ela não sofreu complicações graves.

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