Um caso ocorrido na Cidade do México, em 2016, voltou a chamar atenção por sua gravidade e raridade: um adolescente sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) após desenvolver um hematoma no pescoço, decorrente de um "chupão" feito pela namorada, e morreu. A principal hipótese médica é de que um coágulo tenha se formado no local e migrado até o cérebro, provocando o episódio.
Especialistas apontam risco raro, mas possível, de coágulos se deslocarem após traumas na região cervical.
Um episódio registrado na Cidade do México, em 2016, segue sendo citado em debates médicos por sua natureza incomum e potencialmente grave. Na ocasião, um adolescente acabou sofrendo um AVC depois de apresentar um hematoma na região do pescoço — situação que, à primeira vista, não costuma ser associada a complicações tão severas.
De acordo com a análise clínica do caso, a suspeita levantada por especialistas foi a formação de um coágulo sanguíneo a partir do hematoma. Esse coágulo, segundo a hipótese, teria se deslocado pela corrente sanguínea até o cérebro, resultando na obstrução de um vaso e desencadeando o AVC.
O episódio reforça a atenção da comunidade médica para situações consideradas raras, mas possíveis, envolvendo traumas ou lesões na região cervical. Embora incomum, o caso é frequentemente lembrado como exemplo de como complicações vasculares podem surgir de forma inesperada.
Especialistas destacam que, apesar da baixa incidência, sintomas neurológicos após lesões no pescoço devem ser observados com cautela, principalmente em jovens, grupo que normalmente não figura entre os mais afetados por acidentes vasculares cerebrais.