Adolescente que "plantou" mandados de prisão falsos contra Lula e Moraes leva vida de luxo
O menor tem apenas 15 anos e já foi investigado ano passado pelo mesmo crime. Ele está fora da escola há dois anos

Um adolescente de 15 anos é apontado pela Polícia Civil de Goiás como responsável por inserir mandados de prisão falsos contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes em sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Segundo as investigações, o jovem levava uma vida de luxo, com movimentação financeira incompatível com a idade, e estava fora da escola havia pelo menos dois anos.
De acordo com a polícia, os mandados falsos foram inseridos de forma fraudulenta no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP). A apuração aponta que o adolescente obteve acesso aos sistemas após a captura indevida de credenciais de servidores do Judiciário, possivelmente por meio de links maliciosos ou infecção por vírus em computadores. A Polícia Civil ressaltou que não houve falha estrutural nos sistemas da Justiça.
Com as credenciais, o jovem conseguiu inserir, alterar e excluir dados oficiais, inclusive no sistema Projudi. Em um dos casos, uma única credencial foi utilizada para realizar 102 movimentações, entre inserções, alterações e exclusões de mandados de prisão.
As informações foram apresentadas durante coletiva de imprensa que detalhou a Operação Lex Data, deflagrada pela Polícia Civil de Goiás em conjunto com o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), com apoio das polícias civis de Minas Gerais, Santa Catarina e do Distrito Federal. Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão nas cidades de Iporá, Goiânia e no Distrito Federal. Não houve prisões nesta fase da operação.
As investigações também indicam que o esquema tentou beneficiar criminosos considerados de alta periculosidade, incluindo integrantes de facções como PCC e Comando Vermelho. Segundo a polícia, nenhum criminoso chegou a ser efetivamente beneficiado, pois todas as alterações foram identificadas e corrigidas em tempo hábil.
Os mandados adulterados ou excluídos foram restabelecidos, e os processos criados de forma fraudulenta acabaram arquivados.
Durante as buscas, a polícia constatou que o adolescente apresentava padrão de vida elevado, com gastos incompatíveis com sua idade, sem vínculo formal com atividades lícitas, além de não frequentar nem estar matriculado em instituição de ensino havia cerca de dois anos. Os nomes dos investigados não foram divulgados.
Em nota, o CNJ informou que identificou alterações indevidas em dados do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões em janeiro deste ano e que as ações foram realizadas com credenciais de acesso comprometidas, sem invasão ou violação dos sistemas. Já o TJ-GO informou que atuou diretamente na apuração das fraudes, elaborou relatório que deu início às investigações criminais e mantém cooperação permanente com as forças de segurança.
LEIA MAIS
PCGO desarticula grupo que emitiu mandado de prisão falso contra Lula e Moraes
A delegada Marcela Orçai, titular da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (Dercc), afirmou que o incidente não decorreu de falha técnica. Segundo ela, o sistema é considerado seguro, e o acesso indevido ocorreu exclusivamente pela utilização irregular de usuários e senhas de servidores.

Câmera registra momento em que Toro conduzida por adolescente bêbado atinge casal; veja
A caminhonete teria avançado o sinal vermelho e atingido a motocicleta. Com a força da batida, o casal foi arremessado e ficou gravemente ferido.

Eleição de presidente na Assembleia de Deus termina em pancadaria; assista
Briga teria começado após a derrota de um candidato apoiado pelo irmão do pastor Gedeão; caso ganhou repercussão nas redes sociais












