Administrativos da Educação "rejeitam proposta" da prefeitura e entram em greve na segunda-feira
A Prefeitura propôs que o pagamento da recomposição salarial seja parcelado até 2030, alternativa rejeitada pelos trabalhadores

Os servidores administrativos da rede municipal de Educação de Goiânia decidiram entrar em greve por tempo indeterminado a partir da próxima segunda-feira (17). A paralisação foi aprovada em assembleia realizada nesta quinta-feira (13), após a categoria rejeitar a proposta da Prefeitura de parcelar até 2030 a recomposição da tabela salarial prevista no Plano de Carreira.
A mobilização ganhou força depois de uma assembleia realizada na última segunda-feira (10) terminar empatada. Na ocasião, servidores já relatavam funcionamento parcial em alguns Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs).
Também na segunda-feira, a Prefeitura de Goiânia informou que ainda não havia sido oficialmente comunicada sobre uma eventual paralisação e ressaltou que existem prazos legais que precisam ser observados para a deflagração de uma greve.
Nesta quinta, porém, uma nova assembleia decidiu pela paralisação por tempo indeterminado. Segundo Ludmylla Morais, presidente em exercício do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), o impasse envolvendo o Plano de Carreira dos servidores administrativos é o principal motivo do movimento.
“Foi deflagrada a greve hoje. A partir de segunda-feira é greve no município de Goiânia”, afirmou Ludmylla.
No centro da queda de braço está a recomposição da tabela salarial. A Prefeitura propôs que o pagamento seja parcelado até 2030, alternativa rejeitada pelos trabalhadores. A categoria quer que a recomposição seja concluída ainda durante o mandato da atual administração municipal.
“Não seria decretada a greve se a Prefeitura tivesse colocado a recomposição salarial dentro do mandato da atual administração. A categoria já devia estar recebendo esse percentual (proposto pela Prefeitura) dentro do plano de carreira vigente”, declarou Ludmylla.
Os servidores apresentaram uma contraproposta e sustentam que os percentuais reivindicados não representam um novo reajuste, mas uma atualização da tabela que, segundo a categoria, já deveria estar contemplada no atual Plano de Carreira.
Com a proposta do município rejeitada, os trabalhadores afirmam que aguardam avanços nas negociações para que a paralisação possa ser encerrada.
Os detalhes sobre como ficará o funcionamento das unidades da rede municipal durante a greve ainda serão definidos. De acordo com Ludmylla, a categoria também discute a questão no Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) e busca ampliar o percentual de recomposição.

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