Acusado de homicídio em Ceres ganha direito à prisão domiciliar
José Alves Carneiro, réu pelo assassinato de Júlio César Araújo, teve prisão preventiva substituída.
O Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) decidiu, por unanimidade, conceder prisão domiciliar a José Alves Carneiro, réu pelo assassinato do empresário Júlio César Araújo. A mudança foi formalizada na sessão da 2ª Câmara Criminal realizada no dia 7 de setembro de 2026.
O crime ocorreu no dia 10 de abril do mesmo ano, em Ceres, quando José Alves e Júlio César, amigos há 25 anos, se envolveram em uma discussão sobre uma dívida. O Ministério Público alega que a briga começou após desentendimentos financeiros, com valores em torno de R$ 300 mil, supostamente emprestados por José Alves durante a pandemia.
Após a troca de agressões, o réu disparou contra a vítima, o que foi registrado por câmeras de segurança. As imagens mostram o início da briga dentro de um estabelecimento e a continuidade do conflito do lado de fora. Logo depois, os disparos foram ouvidos.
Após o homicídio, José Alves fugiu em uma caminhonete. Ele se apresentou três dias depois à Polícia Civil e foi preso temporariamente, sendo posteriormente levado à unidade prisional de Ceres. A defesa argumentou a favor da liberdade do réu, levando à análise do habeas corpus.
A decisão do TJ-GO permite que o acusado responda em liberdade, mas sob condições restritivas. As advogadas Mirelle Gonsalez e Eduarda Miranda da Costa Bernardes informaram que a ordem foi parcialmente concedida, mas detalhes das condições impostas não foram divulgados.
O caso segue em tramitação, com José Alves respondendo pelos crimes de homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo. A audiência sobre o caso está prevista para ocorrer nos próximos meses.

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