Academia que fez propaganda com famosa de biquíni proíbe acesso de personal
Após a repercussão negativa do comportamento dos integrantes de sua rede, a Bluefit emitiu nota afirmando que ação foi "inadequada" e que vai promover treinamentos

A personal trainer Vanessa Del Solar foi impedida de entrar em uma das academias da Bluefit, na última segunda-feira (19), por usar “short muito curto”. O constrangimento foi relatado pela profissional no Instagram e gerou repercussão na internet, fazendo com que a rede de academias pedisse desculpas. A unidade fica na Asa Norte, no Distrito Federal.
Segundo a profissional, a recepcionista do local a impediu de entrar, alegando que sua vestimenta era inadequada. Ela ficou na catraca, enquanto a funcionária procurava a gerente e, mesmo após argumentar que ela já havia dado aula no local com o mesmo short, foi barrada de dar aula para o seu aluno na academia.
“Depois que ele disse que eu seria impedida de entrar para trabalhar, chamou a gerente e eu fiquei na catraca para que ela pudesse ver a minha roupa. De longe, ela falou algo para outra recepcionista, que voltou e confirmou que eu teria de ir embora. Eu respondi que eles deveriam ter tido outra conduta, que eu havia trabalhado com a mesma bermuda no local”, disse Vanessa ao Metrópoles.
Nas redes sociais, a academia foi bastante criticada. Um internauta chegou a lembrar, inclusive, que a mesma rede fez propaganda com a ex-bailarina do Faustão, Aline Riscado, usando biquíni. O vídeo da propaganda em questão foi postado no dia 14 de maio deste ano, no perfil oficial da Bluefit.
“Parabéns @bluefitbrasilia por fazer propaganda com uma famosa de biquíni e proibir uma MULHER PROFISSIONAL a entrar de bermuda", disse um internauta.
Por meio de nota, a rede de academias disse que o comportamento dos trabalhadores foi “inadequado” e que vai promover treinamentos para seus funcionários.
Veja a íntegra da nota da Bluefit:
“A rede Bluefit, que conta com mais de 100 unidades espalhadas pelo país, preza pela ética e excelência no atendimento aos seus clientes. Para manter a qualidade e eficiência de nossos serviços, exigimos dos personais um uniforme de trabalho padronizado que os diferencie dos profissionais das unidades, identificando-os como instrutores particulares. Esse padrão, que exige bermuda ou calça preta, está descrito nos contratos assinados pelos personais e não há qualquer menção ao tamanho das peças.
Apesar dos cuidados que tomamos, a empresa lamenta pelo ocorrido com a personal trainer e já entrou em contato para se retratar sobre o caso. A rede conta hoje com quase dois mil profissionais de educação física atuando como personais em suas academias, grande parte mulheres, e nunca havia registrado qualquer episódio de desrespeito ou que pudesse gerar constrangimento. A rede ainda esclarece que esta não é uma conduta admitida e que providências já estão sendo tomadas, referente a treinamentos e formas corretas de abordagem aos nossos colaboradores.”

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