83% não querem linguagem neutra nas escolas; apenas 11% favoráveis
Enquete feita pelo G5 News mostra que apenas 11% dos participantes acreditam que a linguagem neutra é "modernidade" e que as pessoas precisam se adequar

A polêmica de uma possível adoção de uma linguagem neutra em escolas, sem definir gêneros masculino ou feminino, tem causado muita discussão entre profissionais da educação, alunos, pais e população de forma geral. O G5 News quis saber dos internautas se eles concordam com a mudança e alteração da linguagem nas escolas.
A ideia da ‘linguagem neutra’ é que expressões usadas para se referir a masculino e feminino sejam abandonadas e uma terceira forma única seja usada para se referir tanto ao masculino, quanto ao feminino, ou seja, as escolas não teriam mais ‘alunos’ e ‘alunas’, apenas ‘alunes’.
G5 News
Outro exemplo é: ao se referir carinhosamente ao aluno, antes os professores falariam: “queridos alunos ou queridas alunas”. Com a nova linguagem, os educadores falariam: “querides alunes” de forma a se referir tanto aos meninos quanto às meninas.
Os que defendem a ‘linguagem neutra’ afirmam que a iniciativa seria uma forma de combater o machismo e o sexismo entre crianças e adolescentes durante sua formação.
83% dos internautas responderam que não concordam com a ‘linguagem neutra’. 11% responderam sim, que concordam com a alteração.
6% disseram não ter opinião formada sobre o caso.
Além das polêmicas que envolvem discussões sociais sobre gêneros que discorrem por vários caminhos diferentes, alguns especialistas ainda alertam que a ‘linguagem neutra’ ainda vai alterar as normativas da língua portuguesa de forma geral.
O caso segue em discussão em todo o país, algumas instituições de ensino sinalizaram a possibilidade de adotar a nova linguagem, mas recuaram após as polêmicas.

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