15 municípios estão em situação de emergência por conta das fortes chuvas; 2,4 mil moradores afetados
A previsão do tempo não anima, já que as chuvas devem continuar pelo menos até a próxima semana, de acordo com o Centro de Informações Meteorológicas do Estado de Goiás (Cimehgo).

Moradores de municípios do Nordeste de Goiás continuam sofrendo com os estragos causados pelas fortes chuvas que atingem a região há mais de duas semanas. Com estradas interditadas, comunidades ficaram isoladas e sem o recebimento de alimentos e outros produtos essenciais. O Governo de Goiás estima que 2,4 mil moradores da região foram afetados.
Por conta dos estragos e dos níveis dos rios, que continuam a subir, 15 municípios decretaram situação de emergência. O decreto estadual foi publicado no dia 29 de dezembro. A última atualização da lista ocorreu nessa terça-feira (4), quando incluiu Nova Roma.
Além do município, a medida inclui Alto Paraíso de Goiás, Cavalcante, Teresina de Goiás, Colinas do Sul, São João D'Aliança, Monte Alegre de Goiás, Campos Belos, Niquelândia, Divinópolis, São Domingos, Iaciara, Flores de Goiás, Guarani de Goiás e Formoso.
A GO-118, entre Alto Paraíso e Teresina de Goiás, foi a primeira rodovia a ser interditada, após uma cratera se abrir na pista. O bloqueio ocorreu no dia 24 de dezembro de 2021 e, desde então, moradores precisam passar por um desvio de mais de 300 km.
A pista foi liberada apenas para ambulâncias mas, segundo o governador Ronaldo Caiado (DEM), deve ser parcialmente liberada até sexta-feira (7) para o tráfego de veículos leves.
Bombeiros e voluntários se mobilizam na região para levar alimentos, medicamentos, além de outros produtos essenciais. Como as pistas estão danificadas, o trajeto é feito apenas com barcos em algumas localidades.
A previsão do tempo também não anima os moradores, já que as chuvas devem continuar pelo menos até a próxima semana, de acordo com o Centro de Informações Meteorológicas do Estado de Goiás (Cimehgo).
O coronel Nunes, do Corpo de Bombeiros, informou que ainda não há previsão para que as equipes deixem a região. Segundo ele, há muitas dificuldades para o atendimento dos moradores e a chuva continua forte.
Cerca de 35 militares atuam no local com o uso de barcos, viaturas e helicóptero. As equipes também fazem o trabalho preventivo, para evitar fatalidades. Ainda conforme o coronel, o atendimento está sendo realizado de acordo com a demanda de cada comunidade. Por isso, os bombeiros devem continuar na região até que a situação seja normalizada.

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