Universidade estuda produção da Brachiaria híbrida, feno de qualidade e destava benefícios; veja
A fenação é um processo de desidratação da planta que permite conservar forragens de alta qualidade por longos períodos, especialmente em épocas de escassez

Um estudo recente da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da Universidade de Brasília (UNB) trouxe à luz os benefícios da Brachiaria híbrida Mavuno para a produção de feno de alta qualidade.
A pesquisa, conduzida na Fazenda Água Limpa da UNB, confirmou o excelente desempenho da variedade tanto em pasto convencional quanto na conservação de forragem.
A fenação é um processo de desidratação da planta que permite conservar forragens de alta qualidade por longos períodos, especialmente em épocas de escassez.
O feno resultante é um suplemento alimentar valioso para o gado, mas seu custo elevado exige que a matéria-prima seja de alta qualidade.
O experimento da UNB avaliou a produção de feno por hectare, teor de proteína bruta, fibra em detergente neutro, digestibilidade in vitro da matéria seca e produção de gases in vitro em amostras de Mavuno coletadas em diferentes idades de corte.
Os resultados foram impressionantes:
- Alta produção de massa seca: O corte aos 42 dias produziu o maior volume de feno, com 5.211,20 kg por hectare.
- Elevado teor de proteína: O corte aos 28 dias apresentou o maior teor de proteína bruta (8,41%), com algumas amostras superando 10,70%. Surpreendentemente, o corte aos 49 dias também manteve um bom teor de proteína (6,32%).
- Excelente digestibilidade: Mesmo com o avanço da idade da planta, o feno de Mavuno manteve alta digestibilidade, favorecendo o consumo de matéria seca pelos animais.
A pesquisa concluiu que o feno de capim Mavuno apresenta excelente potencial de qualidade, sendo bem aproveitado pelos animais e mantendo um valor nutricional superior ao de outras variedades de Brachiaria. A engenheira agrônoma Ana Caroline Pereira da Fonseca, autora da pesquisa, destaca que as melhores idades de corte variam entre 35 e 42 dias, com boa produção e qualidade nutricional, e mesmo aos 49 dias, a digestibilidade ainda era elevada.













